EWZ sobe após corte da Selic em dia de volatilidade nos mercados acionários
O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro — e que também opera influenciado por fatores externos –, subia 0,30%, a US$ 36,22, por volta das 19h (horário de Brasília) desta quarta-feira (3).
O desempenho sucede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a Selic de 14,25% para 14% ao ano. Esta foi a quarta flexibilização consecutiva do Banco Central, em linha com o esperado pelo mercado.
No pregão regular, o EWZ fechou com leve alta de 0,06%, a US$ 36,11, em dia marcado pela volatilidade nos mercados globais em meio às incertezas sobre o cenário geopolítico. Já o principal índice da bolsa brasileira, Ibovespa (IBOV), terminou as negociações com queda de 0,09%, aos 177.726,17 pontos, e o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1282, com recuo de 0,05%, em linha com o DXY.
A decisão do Copom foi divulgada após o fechamento do pregão regular dos mercados.
No exterior, os mercados de Wall Street encerraram o dia sem direção única: Dow Jones renovou recorde de fechamento, aos 54.349,12 pontos (+0,49%), enquanto os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em queda. Na semana passada, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.
Selic a 14%
O Copom deu sequência ao ritmo de cortes na Selic, iniciado em março, e reduziu a taxa básica de juros a 14% ao ano, em linha com o esperado.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte
relevante”, diz o comunicado.
Desta vez, o colegiado enxugou o comunicado de junho após ruído por excesso de informações e retirou a afirmação de que período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica.
Os diretores do BC, por sua vez, reafirmaram “em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será feita à luz de novas informações“.
O horizonte relevante do Comitê também passou do quatro trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028.