Mercados

B3 (B3SA3): JP Morgan eleva preço-alvo da ação, mas alerta para riscos da tese; confira

26 maio 2026, 16:32 - atualizado em 26 maio 2026, 16:32
b3-b3sa3-bolsa-ibovespa-acoes
(Imagem: iStock/Galeanu Mihai/Reprodução - Montagem: Giovanna Figueredo)

O JP Morgan elevou o preço-alvo da B3 (B3SA3) de R$ 18 para R$ 19, o que implica um potencial de valorização de 9,7% em relação ao fechamento anterior. Ainda assim, a recomendação neutra para o papel foi mantida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o banco, a nova precificação reflete a incorporação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 da B3, além dos números operacionais já divulgados para abril, que mostraram certa normalização após base comparativa “forte” em março.

Por outro lado, o JP reduziu a projeção de lucro ajustado da B3 em 1%, para R$ 6,591 bilhões, o que ainda representa alta de 15% na comparação anual. Já para 2027, a estimativa também diminuiu 1%, para R$ 6,988 bilhões, um avanço de 6% pela mesma base de comparação.

Após a recente recompra e cancelamento de ações, o JP atualizou que os papéis em tesouraria caíram para 36 milhões, ante 232 milhões no quarto trimestre de 2025.

Por volta das 16h (horário de Brasília), a B3 recuava 2,38% (R$ 16,85) em dia de aversão a risco. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 1,14%, aos 175.784,38 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Entraves para a B3

Para o JP Morgan, como a única bolsa verticalmente integrada e diversificada do Brasil, a B3 possui altas barreiras de entrada e forte geração de fluxo de caixa.

Depois de anos de ventos favoráveis impulsionados pelo crescimento dos volumes de ações no pais, a visão agora é de volumes mais fracos devido aos juros elevados. “Se a taxa Selic cair, acreditamos que players mais alavancados, o setor de pagamentos e, consequentemente, a própria B3 também seriam beneficiados”, considera o JP.

Ao mesmo tempo, o banco avalia que as discussões sobre concorrência seguem sendo um risco relevante e disseminado entre diferentes negócios: ações, derivativos e mercado de balcão (OTC).

Além disso, a deterioração de mercados emergentes, incluindo o Brasil, e possíveis notícias negativas envolvendo disputas tributárias da companhia podem pesar para a B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em contrapartida, o JP menciona como riscos de alta:

  • ciclo de queda de juros impulsionando uma recuperação mais rápida do que o esperado nos volumes e giro de ações;
  • melhora do ambiente de mercado para IPOs/listagens e ações em geral;
  • possível desfecho positivo em disputas judiciais da companhia;
  • controle de custos melhor do que o esperado, resultando em margens superiores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar