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BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CCXE3): Uma ação pode cair 19% em seis meses, alerta Itaú BBA

19 jun 2026, 12:19 - atualizado em 19 jun 2026, 12:28
Caixa Seguridade e BB Seguridade
(Imagem: Montagem Empiricus)

O Itaú BBA está pessimista com um dos setores considerados mais resilientes da bolsa: o de seguros. A corretora manteve projeções negativas tanto para a BB Seguridade (BBSE3) quanto para a Caixa Seguridade (CXSE3).

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No caso da primeira, a cautela é ainda maior: a recomendação é de venda, com preço-alvo de R$ 32 até o final de 2026, o que implica um potencial de queda de 18,9% em relação à última cotação. Já para a Caixa Seguridade, a indicação é neutra, com preço-alvo de R$ 18, o que representa um potencial de queda de 7%.

Os analistas incorporaram os últimos dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e os resultados do primeiro trimestre, e as notícias não são nada animadoras.

Segundo o Itaú BBA, a Caixa continua sendo a franquia mais resiliente, com desempenho recorde em crédito imobiliário e forte crescimento em previdência, enquanto a BB Seguridade enfrenta uma ampla fraqueza nos prêmios.

BB Seguridade: números ainda fracos

Os dados da Susep de abril marcaram o mês mais fraco do ano para a BB Seguridade, com queda de 22% nos prêmios em relação ao mesmo período do ano anterior.

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O resultado foi puxado por uma forte contração nos seguros de vida vinculados ao crédito (-51%) e na carteira rural (-20%, com safra em queda de 64%).

No agronegócio, segmento que enfrenta dificuldades, os analistas afirmam que a pressão sobre os prêmios da Brasilseg deve continuar ao longo do ano, à medida que os agricultores lidam com crédito mais restrito e margens mais apertadas nas safras.

“Os índices de sinistralidade permanecem bem controlados, embora qualquer déficit de safra represente um risco para o índice de perdas, atualmente em níveis baixos.”

Nos cálculos do BBA, a contribuição da Brasilseg para os lucros pode cair cerca de 14% em 2026, com resultado praticamente estável em 2027.

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“Embora as reservas da Brasilprev devam continuar crescendo perto do limite superior da faixa projetada pela companhia, entre 8% e 11%, isso ainda implica perdas contínuas de participação de mercado. Além disso, a receita com taxas de administração deve crescer cerca de 6% em 2026, limitada por margens menores.”

No geral, o BBA continua prevendo queda de aproximadamente 6% nos lucros em 2026, seguida por uma modesta recuperação de cerca de 2% em 2027. Além dos desafios operacionais, a renovação do contrato de distribuição com o Banco do Brasil segue como um fator de incerteza.

“Após o desempenho recente das ações, os papéis são negociados a cerca de 9 vezes o lucro projetado para 2026, com dividend yield em torno de 10%. Em nossa opinião, esses níveis não são suficientemente atrativos para compensar esse período mais prolongado de fraqueza nos lucros.”

Caixa Seguridade mostra resiliência

No caso da Caixa Seguridade, os analistas afirmam que a companhia continua sendo a seguradora “mais resiliente entre as que acompanhamos, e os dados recentes da Susep corroboram essa visão”.

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A empresa registrou crescimento de 3% nos prêmios em abril na comparação anual, desempenho que se destacou entre as seguradoras cobertas pelo banco.

O segmento de seguros habitacionais liderou a expansão, com alta de 14% em relação ao ano anterior. Já os seguros de vida vinculados ao crédito recuaram 27%, pressionados pelo ambiente de juros elevados.

“Os sinistros permanecem bem controlados e as reservas de previdência cresceram 16% em relação ao ano anterior, o ritmo mais acelerado entre as seguradoras ligadas a bancos que acompanhamos.”

O Itaú BBA manteve suas estimativas para 2026 e 2027 praticamente inalteradas, prevendo crescimento dos lucros de aproximadamente 8% em 2026 e 11% em 2027, com índice de sinistralidade saudável, em torno de 24%, e dividend yield próximo de 9%.

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“Com um múltiplo P/L (preço sobre lucro) estimado para 2026 de aproximadamente 12,5 vezes e dividend yield de cerca de 7%, mantemos nossa visão de que a avaliação já reflete o sólido momento operacional da companhia”

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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