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Boa Safra (SOJA3): Citi reduz preço-alvo por dívida líquida maior; El Niño pode trazer efeitos mistos

19 jun 2026, 12:00 - atualizado em 19 jun 2026, 12:00
boa safra soja3
(Foto: Divulgação)

O Citi reduziu o preço-alvo das ações da Boa Safra (SOJA3) de R$ 7,50 para R$ 6,50, citando uma dívida líquida acima do esperado pelo banco no primeiro trimestre de 2026. Apesar do corte, o banco manteve recomendação neutra para a companhia, avaliando que a tendência para os próximos trimestres é de melhora operacional, impulsionada pelo aumento do volume de vendas e pela maior eficiência das unidades produtivas.

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Na visão dos analistas, a Boa Safra pode se beneficiar de uma oferta mais restrita de algumas variedades de sementes no mercado, consequência do excesso de chuvas durante a colheita da soja, o que tende a sustentar preços mais elevados.

Além disso, a maior utilização das plantas deve favorecer a diluição de custos fixos e despesas operacionais ao longo do ano. Os analistas ressaltam que o passivo da empresa é um ponto de atenção para os investidores.

A dívida líquida consolidada fechou março em R$ 848 milhões, acima dos R$ 519 milhões registrados um ano antes. O caixa e aplicações financeiras totalizaram R$ 777 milhões ao final do trimestre. Veja o balanço do 1T26.

Os ventos contrários do Boa Safra (SOJA3)

Por outro lado, o Citi destaca que o provável fortalecimento do fenômeno El Niño traz efeitos mistos para a tese de investimento.

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Vale lembrar que o evento climático é cíclico e natural, porém há uma perspectiva de que ele seja intensificado neste ano, contribuindo com fenômenos intensos de chuvas e estiagens.

Embora o evento climático possa estimular replantios — como ocorreu na safra 2023/24, beneficiando a companhia no Centro-Oeste —, também aumenta os riscos para a rentabilidade dos produtores, que podem migrar para sementes de menor tecnologia diante dos custos mais altos com combustíveis e fertilizantes.

O banco também observa avanços na estratégia de diversificação da empresa. As receitas provenientes de outras culturas seguem ganhando relevância, reduzindo a dependência da soja e a exposição a riscos de concentração e inadimplência.

A expectativa é que a carteira de pedidos evolua em linha com o ano anterior, embora parte das compras de sementes possa ocorrer mais próxima do plantio devido às incertezas climáticas.

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Mesmo com a perspectiva de resultados mais fortes à frente, o Citi considera que as ações já negociam a múltiplos relativamente elevados para o setor e vê um cenário ainda difícil para o agronegócio, especialmente caso os impactos de um El Niño mais intenso se confirmem nos próximos meses.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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