Arquitetura

Brasil caminha para abrigar o edifício residencial mais alto do mundo — e ele é inspirado em um herói nacional

14 jul 2026, 12:04
(Imagem: Montagem/ChatGPT)

O Brasil caminha para abrigar o edifício residencial mais alto do mundo. Em obras em Balneário Camboriú (SC), o prédio em questão terá 150 andares e mais de 500 metros de altura, se for concluído como previsto no projeto original.

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Com isso, o edifício superará o Central Park Tower, em Nova York (EUA), hoje o residencial mais alto do mundo, com 472,4 metros. Também deixará para trás o Yachthouse by Pininfarina Tower, em Balneário Camboriú, atualmente o mais alto da América Latina.

Trata-se da Senna Tower.

Lançado em 2025, o empreendimento terá 18 mansões suspensas e duas megacoberturas triplex de até 903 m², avaliadas em R$ 400 milhões. Os demais apartamentos terão entre 300 m² e 400 m².

Além disso, o edifício reunirá áreas de gastronomia e entretenimento abertas ao público e um espaço dedicado à trajetória de Ayrton Senna. Serão seis pavimentos de lazer, com academia, áreas de convivência e salões de festas.

(Imagem: Divulgação/Senna Tower)
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O empreendimento reforça a expansão do mercado imobiliário de Balneário Camboriú, cidade com o segundo metro quadrado residencial mais caro do país, segundo o índice FipeZAP divulgado neste mês. No Senna Tower, o preço médio é de cerca de R$ 110 mil por m² de área privativa.

Mesmo com preços entre os mais altos do país, o projeto já vendeu ao menos 60 das 228 unidades, incluindo dez mansões suspensas. As vendas somavam R$ 2,48 bilhões até julho deste ano, segundo apuração do portal g1.

A expectativa é atingir R$ 8,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) até a conclusão das obras, prevista para 2032 ou 2033. O projeto reúne a FG Empreendimentos, a Senna Brands e a Havan.

Sistema reduz oscilações provocadas pelo vento

A Senna Tower contará com um sistema de amortecimento de massa (Tuned Mass Damper), inédito na América Latina, para reduzir as oscilações provocadas pelo vento.

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O equipamento funciona como um contrapeso ligado à estrutura por molas e amortecedores. Quando o edifício oscila, essa massa se move na direção oposta e reduz o balanço.

Segundo Stéphane Domeneghini, diretora executiva da FG Talls, responsável pelos projetos de arranha-céus da incorporadora, a tecnologia aumenta o conforto dos moradores e contribui para preservar o desempenho da estrutura ao longo do tempo.

Perfil dos compradores da Senna Tower

Cerca de 80% dos compradores de unidades da Senna Tower adquiriram os imóveis para moradia, como residência principal ou segunda casa. Outros 10% das unidades foram vendidos a estrangeiros, de acordo com o g1.

A decisão de compra costuma combinar a relação dos clientes com Balneário Camboriú e a identificação com a trajetória de Ayrton Senna.

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Como surgiu a parceria com a família Senna

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A ideia inicial era lançar a Triumph Tower, com cerca de 360 metros de altura.

O projeto mudou em 2019, quando Leonardo Senna, irmão de Ayrton, procurou o empresário Jean Graciola para discutir uma parceria.

As primeiras reuniões envolveram representantes da Senna Brands. Depois, Viviane Senna passou a participar das negociações. O acordo foi fechado no ano seguinte.

(Imagem: Divulgação/Genevieve Bernardoni)

O conceito arquitetônico leva a assinatura da artista plástica Lalalli Senna, sobrinha do piloto e conselheira do Instituto Ayrton Senna.

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De acordo com ela, o conceito da Senna Tower traduz a “Jornada do Herói”.

A base da torre representa o encontro do propósito e o início da trajetória.

No centro do edifício, a mudança de forma simboliza a superação dos desafios. O topo representa a chegada.

Já o terraço, com um projeto de iluminação voltado para o céu, leva à “transição para o eterno”.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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