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Braskem (BRKM5): Novos controladores propõem mudanças na governança e no estatuto social; entenda

08 jun 2026, 9:22 - atualizado em 08 jun 2026, 9:22
braskem brkm5
Braskem (BRKM5): Novos controladores propõem mudanças na governança e no estatuto social; entenda (Imagem: Divulgação/Braskem)

A Braskem (BRKM5) informou que a Petrobras (PETR4) e o fundo de investimento Shine I (FIP Shine), novos co-controladores da petroquímica, propuseram ajustes à proposta de alterações no estatuto social, que será submetida à deliberação em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para hoje (8), às 15h.

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Segundo comunicado divulgado ao mercado, entre as mudanças está a transferência de determinadas competências da Assembleia Geral para o Conselho de Administração, como a análise de requerimento de falência, recuperação extrajudicial, dissolução e liquidação da companhia.

Outras alterações incluem limites de aprovação para investimentos, o que estabelece uma nova dinâmica de governança para a diretoria.

Novas indicações

Além das alterações estatutárias, a Braskem comunicou mudanças nas indicações para os órgãos de governança que serão votadas na AGE.

Para o Conselho de Administração, Petrobras e FIP Shine substituíram a indicação de Olavo Bentes David por Marcelo Weick Pogliese, atual secretário especial de assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, como membro efetivo.

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Já para o Conselho Fiscal, Felipe Rath Fingerl foi indicado para ocupar a vaga de Ivan Apsan Frediani como membro efetivo.

Novo controle da Braskem

A gestora de private equity IG4 e a Petrobras se tornaram, na semana passada, co-controladores da Braskem, concluindo um negócio assinado em abril.

Sob a nova estrutura de controle, a IG4, por meio do fundo de investimento Shine, deterá 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica, enquanto a Petrobras terá 47%.

A Novonor, antiga controladora da companhia, manterá 4% das ações sem direito a voto.

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Reestruturação da dívida

Na última sexta-feira (5), cabe lembrar, a Braskem havia informado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que ainda não tomou qualquer decisão formal sobre uma eventual reestruturação de sua dívida, após questionamentos do regulador sobre reportagem publicada pelo Valor Econômico que apontava a possibilidade de inadimplência no pagamento de juros de títulos emitidos no exterior.

A petroquímica afirmou que segue avaliando alternativas para otimizar sua estrutura de capital, processo que conta com assessores financeiros e jurídicos especializados desde setembro de 2025.

Segundo a companhia, as análises continuam em andamento e as negociações com credores avançam de forma estruturada, conforme já havia sido informado nas demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2026.

A manifestação ocorre após reportagem do Valor Econômico afirmar que a Braskem poderia deixar de pagar cerca de US$ 150 milhões em juros de bonds com vencimento a partir de julho, enquanto negocia apoio de credores para uma possível recuperação extrajudicial. A matéria também mencionava que uma recuperação judicial não estaria descartada.

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No esclarecimento enviado à CVM, a Braskem reconheceu que, no âmbito das discussões sobre sua situação financeira, estão sendo consideradas diferentes alternativas, incluindo eventuais medidas de reprogramação de obrigações financeiras e mecanismos de proteção contra credores.

A Braskem enfrenta aumento das necessidades de capital de giro, pressão provocada pela alta da nafta e vencimentos relevantes de dívida previstos para os próximos meses.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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