Brava Energia (BRAV3): Recurso da Ecopetrol sobre OPA vai ao colegiado da CVM
A Brava Energia (BRAV3) comunicou ao mercado que o recurso apresentado pela Ecopetrol no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) de controle da companhia foi encaminhado para análise do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com fato relevante divulgado na noite de terça-feira (7), a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários da CVM ratificou o entendimento anterior sobre o caso e decidiu encaminhar o recurso para a análise da instância máxima do regulador.
Em junho, a OPA foi suspensa temporariamente após decisão da autarquia determinar a necessidade de ajustes no edital da operação. A Ecopetrol discordou e já à época anunciou que entraria com recurso.
Segundo informações da Veja, os ajustes estariam ligados à diferença de preços propostos aos controladores e acionistas minoritários. De acordo com o portal, a Ecopetrol teria aceitado pagar R$ 24 por ação a todos os investidores, elevando em R$ 1 o valor antes ofertado aos minoritários e igualando-o ao preço pago pelo bloco de controle.
No fato relevante, no entanto, a Brava Energia afirma não ter conhecimento de qualquer alteração nas condições da OPA já divulgadas ao mercado.
Pelas condições originalmente anunciadas, a OPA da empresa colombiana destina-se à compra de 25% das ações da Brava por R$ 23 por papel e fará com que a Ecopetrol passe a ser titular de 51% do capital social da companhia brasileira.
Em abril, a Ecopetrol adquiriu 26% do capital social da companhia por meio da compra de participações de acionistas vendedores – fundos da Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone, além de outros acionistas que, individualmente, detinham participação inferior a 5% do capital social da empresa.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times