Fundos Imobiliários

BTG faz alerta sobre FIIs e aponta segmento mais seguro para 2026

29 abr 2026, 15:08 - atualizado em 29 abr 2026, 15:10
FIIs fundos imobiliários (Imagem: MicroStockHub/ istockphoto)
(Imagem: MicroStockHub/ istockphoto)

O cenário para fundos imobiliários (FIIs) de recebíveis continua atrativo, mas exige mais cautela e seletividade, diz o BTG Pactual em relatório. Para o banco, a preferência é pelos fundos high grade, que oferecem menor risco.

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Os analistas destacam que CRIs e LCIs viraram fontes importantes de financiamento do setor imobiliário nos últimos anos, uma vez que o número de investidores em renda fixa aumentou e o mercado imobiliário passou a buscar novas formas de financiamento.

No entanto, um grande desafio para o setor está na estabilização do processo de desinflação.

E apesar da sinalização do Copom para um ciclo de cortes na Selic, a volatilidade causada pela guerra no Oriente Médio tem exigido mais cautela e criado mais incerteza para os mercados.

Essa dinâmica impacta diretamente construtoras, incorporadoras e consumidores, por meio de despesas financeiras elevadas por mais tempo.

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Para o BTG, as garantias dos CRIs ajudam a manter o risco controlado, apesar de não resolverem completamente o problema. Grande parte dos CRIs dos FIIs está ligada ao setor residencial, o que tem criado resultados mistos nos últimos períodos, de acordo com distintas faixas de renda.

Enquanto o impulso do Minha Casa Minha Vida apresenta alta demanda e vendas fortes, projetos destinados às faixas de renda média e alta têm sofrido mais com os juros altos, além da desaceleração de venda, causada pela menor capacidade de compra.

Neste cenário, o BTG recomenda priorizar FIIs de recebíveis high grade. Segundo o banco, estes oferecem operações mais seguras, devedores mais fortes, melhores garantias e maior compromisso dos devedores.

Para os analistas, o retorno adicional dos FIIs mais arriscados (“high yield”) não compensa tanto o aumento do risco. Além disso, em um contexto de inflação alta, FIIs indexados ao IPCA podem pagar dividendos maiores, porque os CRIs corrigem pela inflação.

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*Com supervisão de Kaype Abreu

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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