Resumo: O Ibovespa (IBOV) acompanhou a aversão a risco do exterior, com o mercado concentrado nas decisões de política monetária, e completou o sexto dia de perdas consecutivas. A reação ao resultado de Vale (VALE3) também pesou no desempenho do índice.
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Nesta quarta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,05%, aos 184.750,42 pontos.
Além da reação aos balanços, o mercado operou na expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50% ao ano. O Caged acima do esperado também pesou sobre o Ibovespa e a curva de juros futuros.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) manteve os juros inalterados em 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:
Ao vivo
20h34
CPFL Energia (CPFE3) e Taesa (TAEE11) pagam quase R$ 5 bilhões em dividendos; veja condições
A CPFL Energia (CPFE3) confirmou a aprovação de R$ 4,299 bilhões em dividendos referentes ao exercício de 2025 e a Taesa (TAEE11) aprovou R$ 310,1 milhões em proventos.
No caso da CPFL, o montante corresponde a R$ 3,73 por ação ordinária. O valor já havia sido antecipado ao mercado no mês passado, junto à divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), e agora ganha caráter definitivo com o aval dos acionistas.
BC adota postura mais branda e comunicado respalda novo corte da Selic em junho, diz economista do BTG
O comunicado da decisão de corte da Selic nesta quarta-feira (29) foi mais “dovish” [postura mais branda], disse Iana Ferrão, economista do BTG Pactual, durante o Giro Especial do Copom.
Como o esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano.
Selic a 14,50%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom
Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, já assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (30).
Lá fora, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, com as principais ações da bolsa brasileira — subia 0,39%, a US$ 38,80, às 19h10 (horário de Brasília). No pregão regular, o índice encerrou com baixa de 2,62%, a US$ 36,65.
Melnick (MELK3) pagará R$ 20,3 milhões em dividendos; veja condições
A Melnick (MELK3) informou nesta quarta-feira (29) que aprovou o pagamento de R$ 20,3 milhões em dividendos complementares aos acionistas, referentes ao exercício de 2025.
O valor corresponde a R$ 0,10037 por ação ordinária, considerando a base acionária atual e excluindo as ações em tesouraria.
Motiva (MOTV3) tem lucro ajustado de R$ 627 milhões no 1º trimestre
A Motiva(MOTV3) teve lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 16,3% sobre o desempenho apurado um ano antes, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela companhia de concessões de infraestrutura de transporte.
A empresa apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 2,24 bilhões no período, expansão de 9,3% ante o primeiro trimestre do ano passado. A margem cresceu 2,2 pontos, para 67,3%.
Selic a 14,50%: Quanto rendem R$ 10 mil na renda fixa, após corte dos juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (18), seu veredito sobre os juros. Os diretores do Banco Central (BC) optaram pelo corte de 0,25 ponto percentual pela segunda vez da taxas Selic, ficando em 14,50% ao ano.
No comunicado, o Comitê ressalta que a decisão de hoje “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, repetindo a leitura do encontro anterior e sinalizando continuidade na estratégia de calibração da política monetária.
O que vem depois da Selic a 14,50%? Incertezas em relação ao exterior devem ditar ritmo de ‘ajuste fino’ do BC
A decisão do Copom de reduzir ataxa Selic para 14,50% ao ano veio em linha com as expectativas do mercado e reforçou uma leitura predominante entre analistas de que o Banco Central segue em um ciclo de flexibilização, mas com ritmo gradual e forte dependência do cenário externo.
De forma geral, economistas avaliam que o comunicado manteve um tom cauteloso, com maior sensibilidade aos riscos globais, especialmente os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o preço do petróleo e das commodities. Para eles esse foi um dos principais vetores de mudança na comunicação, elevando o grau de incerteza e exigindo maior prudência na condução da política monetária.
Senado rejeita indicação de Messias para o STF em dura derrota para o governo
O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para um assento no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma derrota marcante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Votaram a favor da indicação apenas 34 senadores, enquanto eram necessários 41 votos para a aprovação. Votaram contra a indicação 42 senadores.
>> Senado rejeita indicação de Jorge Messias para a vaga no STF; 42 votos contrários e 34 favoráveis
19h07
Selic a 14,50%: 4 pontos para entender por que o Copom reduziu os juros em 0,25 p.p.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selicem 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano nesta quarta-feira (19). Essa foi a segunda flexibilização dos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime.
O corte também veio em linha com o esperado pelo mercado. Na última atualização, com data de referência da segunda-feira (27), o contrato de Opções de Copom da B3 apontava a chance de 90,5% de o Banco Central (BC) reduzir os juros em 0,25 p.p.
Microsoft (MSFT): Receita da Azure sobe 40% e investimentos ficam US$ 3 bi abaixo do previsto
O crescimento da receita de computação em nuvem da Microsoft (MSFT) acelerou no terceiro trimestre fiscal e os investimentos da companhia subiram menos que o esperado pelo mercado, segundo balanço da companhia divulgado nesta quarta-feira.
A Microsoft elevou os investimentos no período em 49%, para US$31,9 bilhões, em comparação com expectativa média de Wall Street de US$34,9 bilhões, de acordo com a Visible Alpha. Os investimentos tinham somado US$37,5 bilhões no segundo trimestre.
OComitê de Política Monetária (Copom) informou que reduziu a taxa Selic para 14,50% na reunião desta quarta-feira (29). A decisão foi unânime.
O mercado já apostava em um corte de 0,25 ponto percentual, mantendo o tom cauteloso em meio a projeções de pressão inflacionária global por conta do preço do petróleo, que tem ficado em patamar elevado devido ao conflito no Oriente Médio.
>> Copom corta Selic em 0,25 p.p., para 14,50%, como o esperado
18h27
TCU manda INSS suspender consignados e travar cartões por risco de fraude e vazamento de dados
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (29) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenda imediatamente novas concessões de crédito consignado nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefício.
A Corte também mandou interromper novos empréstimos pessoais consignados até que sejam implementadas e estejam em operação travas e mecanismos de controle no sistema e-Consignado.
Juros futuros têm forte alta com Caged e decisões de política monetária em foco
A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quarta-feira (29) em forte alta em todos os vencimentos após dados do mercado de trabalho e decisões de política monetária em foco.
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 9 pontos-base e fechou a 14,205% ante 14,115% do ajuste anterior.
Comissão do Senado aprova indicação de Jorge Messias para o STF; saiba como foi a sabatina
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, no fim da tarde desta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após sabatina que durou oito horas, Messias recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários, em votação secreta.
A previsão é que a indicação seja votada ainda nesta quarta-feira pelo plenário do Senado.
Suzano (SUZB3) tem lucro caindo 32%, para R$ 4,3 bilhões, com impacto do câmbio
A Suzano (SUZB3) reportou lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 32% na comparação anual, em um período marcado por preços mais altos de celulose, mas com impacto relevante do câmbio e menor volume sequencial.
A receita líquida somou R$ 10,9 bilhões, recuo de 5% em relação ao 1T25 e queda de 16% frente ao trimestre anterior, refletindo principalmente a valorização do real frente ao dólar e menor volume vendido. O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 4,6 bilhões, baixa de 6% em um ano, com margem estável em 42%.
Meta, controladora do Facebook, eleva previsão de investimento em 2026 e receita no 1º tri supera previsões
A Meta Platforms (META) elevou nesta quarta-feira sua previsão anual de investimentos, reforçando sua decisão de aportar bilhões em infraestrutura de inteligência artificial.
A controladora do Facebook projeta um capex entre US$125 bilhões e US$145 bilhões para 2026, ante previsão anterior de US$115 bilhões a US$135 bilhões.
Alphabet, dona do Google, divulga resultados acima do esperado e ações saltam em NY
A Alphabet divulgou resultados bem acima do esperado no primeiro trimestre e suas ações saltavam após o fechamento das bolsas de Nova York.
A dona do Google reportou lucro líquido de US$ 62,58 bilhões, quase o dobro dos US$ 34,54 bilhões do mesmo período de 2025. O ganho por ação de US$ 5,11 ficou bem acima da estimativa consensual de Wall Street de US$ 2,63, e acima dos US$ 2,81 do ano passado.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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