Ouro

Ouro recua 1% com manutenção de juros pelo Fed e negociações travadas no Oriente Médio

29 abr 2026, 15:54 - atualizado em 29 abr 2026, 16:00
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
(Crédito da imagem: e-crow/istockphoto)

O ouro encerrou a sessão desta quarta-feira (29) em queda diante da expectativa de manutenção de juros pelo Federal Reserve, com o intervalo da taxa entre 3,50% e 3,75% inalterada, e a falta de avanços nas negociações entre Teerã e Washington.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o para junho encerrou em queda de 1%, a US$ 4.561,5 por onça-troy.



Já a prata encerrou em baixa de 2,3%, a US$ 71,569.

O que mexeu com o ouro hoje?

O metal dourado acompanhou a deterioração do sentimento de risco nos mercados globais, com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além do endurecimento da postura norte-americana, reforçando as perspectivas de que o conflito no Oriente Médio está longe de acabar.

Segundo a imprensa internacional, os Estados Unidos planejam seguir com o bloqueio naval contra os iranianos, enquanto o Teerã alerta para uma resposta “sem precedentes” caso os EUA continuem apreendendo suas embarcações.

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Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã “não consegue se acertar” e precisa “ficar esperto logo”.

Em meio ao cenário, o ouro recuou para a faixa de US$ 4.500, no nível mais baixo em quase um mês.

Para o Saxo Bank, tanto o ouro como a prata vêm se desvalorizando desde o início do conflito no Oriente Médio “não porque seus fundamentos de longo prazo tenham se enfraquecido, mas porque o cenário macroeconômico mudou abruptamente em decorrência da guerra com o Irã”.

A curto prazo, o foco do mercado se mantém nas negociações entre os dois países. A reabertura do Estreito de Ormuz e, consequentemente, a queda dos preços do petróleo representam o “maior catalisador de alta” para os metais, ainda segundo o banco.

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No front econômico, o mercado aguardava na hora do fechamento o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve, com expectativa de que os juros fossem mantidos, cenário que se confirmou na sequência.

Ainda pela manhã, o Comitê Bancário do Senado dos EUA aprovou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do banco central dos EUA. Agora, a votação vai à plenário.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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