Economia

Caiado defende Banco Central independente e evita ‘fulanizar’ sobre equipe econômica

29 abr 2026, 13:50 - atualizado em 29 abr 2026, 13:51
O pré-candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) durante visita à Agrishow (Divulgação/Agrishow)

O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu que o Banco Central continue independente em seu eventual governo, e disse, nesta quarta-feira (29), que a alta taxa de juros no Brasil é consequência dos gastos públicos e do consumo desenfreado.

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“O Banco Central é vai continuar sendo independente o meu governo. E como o Banco Central vai poder atuar? O Banco Central é efeito, não a causa. A causa é um governo gastador”, afirmou Caiado durante visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Para o pré-candidato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gastou irresponsavelmente e induziu as pessoas a irem para o consumo” em vez de aconselhar o equilíbrio dos gastos pessoais. “Juro é o preço do dinheiro. Você não pode culpar o Banco Central”, afirmou. “O paciente está com febre, você não e quebra o termômetro? Então o Banco Central não pode ser responsabilizado por uma irresponsabilidade do governo”, completou.

Retomando o discurso de que saiu do governo de Goiás com aprovação de 88%, Caiado reafirmou que pretende o equilíbrio fiscal com cortes de gastos e respeito ao dinheiro público. Indagado se já teria um nome para comandar o plano de governo na área econômica, disse que tem apenas 15 dias de pré-campanha e que tem ouvido vários nomes para o setor, mas sem definições. “Não tenho ainda um nome para dizer, ‘fulanizar’ uma pessoa”, disse.

Caiado voltou ao tema juros, ao comentar o impacto das altas taxas para investimentos no agronegócio e voltou culpar o governo federal. “Depois vem dizer que vai punir quem estiver cobrando taxa de juros alto. É o ladrão gritando, pega o ladrão. Essa é uma situação que é a real”

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Caiado colocou em dúvida a proposta de liberar R$ 10 bilhões para o financiamento do setor anunciada no domingo (26) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na abertura da Agrishow. Segundo ele, o crédito, cujos detalhes não foram divulgados, não deve encontrar tomadores no mercado.

“Você vai emprestar R$ 10 bilhões para quem? Quem tem, hoje, cadastro no banco para poder tirar o dinheiro se não está sequer em condições de pagar a parcela do crédito rural, do custeio, que vence amanhã, dia 30?”, indagou Caiado.

Segundo ele, a renegociação da dívida seria prioridade para que o crédito do produtor fosse retomado. “Tem um projeto do Senado Federal que está tramitando. E daí? Qual foi a proposta do governo federal? É longe daquilo que é a capacidade do produtor rural ter acesso ao plantio da nova safra”, concluiu

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CPFL Energia (CPFE3) e Taesa (TAEE11) pagam quase R$ 5 bilhões em dividendos; veja condições

A CPFL Energia (CPFE3) confirmou a aprovação de R$ 4,299 bilhões em dividendos referentes ao exercício de 2025 e a Taesa (TAEE11) aprovou R$ 310,1 milhões em proventos.

No caso da CPFL, o montante corresponde a R$ 3,73 por ação ordinária. O valor já havia sido antecipado ao mercado no mês passado, junto à divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), e agora ganha caráter definitivo com o aval dos acionistas.

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BC adota postura mais branda e comunicado respalda novo corte da Selic em junho, diz economista do BTG

O comunicado da decisão de corte da Selic nesta quarta-feira (29) foi mais “dovish” [postura mais branda], disse Iana Ferrão, economista do BTG Pactual, durante o Giro Especial do Copom.

Como o esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano.

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Selic a 14,50%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, já assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (30).

Lá fora, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, com as principais ações da bolsa brasileira — subia 0,39%, a US$ 38,80, às 19h10 (horário de Brasília). No pregão regular, o índice encerrou com baixa de 2,62%, a US$ 36,65.

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Melnick (MELK3) pagará R$ 20,3 milhões em dividendos; veja condições

A Melnick (MELK3) informou nesta quarta-feira (29) que aprovou o pagamento de R$ 20,3 milhões em dividendos complementares aos acionistas, referentes ao exercício de 2025.

O valor corresponde a R$ 0,10037 por ação ordinária, considerando a base acionária atual e excluindo as ações em tesouraria.

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Motiva (MOTV3) tem lucro ajustado de R$ 627 milhões no 1º trimestre

A Motiva (MOTV3) teve lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 16,3% sobre o desempenho apurado um ano antes, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela companhia de concessões de infraestrutura de transporte.

A empresa apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 2,24 bilhões no período, expansão de 9,3% ante o primeiro trimestre do ano passado. A margem cresceu 2,2 pontos, para 67,3%.

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Selic a 14,50%: Quanto rendem R$ 10 mil na renda fixa, após corte dos juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (18), seu veredito sobre os juros. Os diretores do Banco Central (BC) optaram pelo corte de 0,25 ponto percentual pela segunda vez da taxas Selic, ficando em 14,50% ao ano.

No comunicado, o Comitê ressalta que a decisão de hoje “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, repetindo a leitura do encontro anterior e sinalizando continuidade na estratégia de calibração da política monetária.

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O que vem depois da Selic a 14,50%? Incertezas em relação ao exterior devem ditar ritmo de ‘ajuste fino’ do BC

A decisão do Copom de reduzir a taxa Selic para 14,50% ao ano veio em linha com as expectativas do mercado e reforçou uma leitura predominante entre analistas de que o Banco Central segue em um ciclo de flexibilização, mas com ritmo gradual e forte dependência do cenário externo.

De forma geral, economistas avaliam que o comunicado manteve um tom cauteloso, com maior sensibilidade aos riscos globais, especialmente os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o preço do petróleo e das commodities. Para eles esse foi um dos principais vetores de mudança na comunicação, elevando o grau de incerteza e exigindo maior prudência na condução da política monetária.

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Senado rejeita indicação de Messias para o STF em dura derrota para o governo

O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para um assento no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma derrota marcante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Votaram a favor da indicação apenas 34 senadores, enquanto eram necessários 41 votos para a aprovação. Votaram contra a indicação 42 senadores.

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>> Senado rejeita indicação de Jorge Messias para a vaga no STF; 42 votos contrários e 34 favoráveis
Selic a 14,50%: 4 pontos para entender por que o Copom reduziu os juros em 0,25 p.p.

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano nesta quarta-feira (19). Essa foi a segunda flexibilização dos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime.

O corte também veio em linha com o esperado pelo mercado. Na última atualização, com data de referência da segunda-feira (27), o contrato de Opções de Copom da B3 apontava a chance de 90,5% de o Banco Central (BC) reduzir os juros em 0,25 p.p.

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O que mudou no comunicado do Copom que reduziu a Selic para 14,50%? Veja a comparação

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano nesta quarta-feira (29).

Essa foi a segunda redução consecutiva do Banco Central, em linha com o esperado pelo mercado. A decisão do colegiado foi unânime.

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Microsoft (MSFT): Receita da Azure sobe 40% e investimentos ficam US$ 3 bi abaixo do previsto

O crescimento da receita de computação em nuvem da Microsoft (MSFT) acelerou no terceiro trimestre fiscal e os investimentos da companhia subiram menos que o esperado pelo mercado, segundo balanço da companhia divulgado nesta quarta-feira.

A Microsoft elevou os investimentos no período em 49%, para US$31,9 bilhões, em comparação com expectativa média de Wall Street de US$34,9 bilhões, de acordo com a Visible Alpha. Os investimentos tinham somado US$37,5 bilhões no segundo trimestre.

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Copom reduz a Selic para 14,50% ao ano; confira

O Comitê de Política Monetária (Copom) informou que reduziu a taxa Selic para 14,50% na reunião desta quarta-feira (29). A decisão foi unânime.

O mercado já apostava em um corte de 0,25 ponto percentual, mantendo o tom cauteloso em meio a projeções de pressão inflacionária global por conta do preço do petróleo, que tem ficado em patamar elevado devido ao conflito no Oriente Médio.

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>> Copom corta Selic em 0,25 p.p., para 14,50%, como o esperado
TCU manda INSS suspender consignados e travar cartões por risco de fraude e vazamento de dados

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (29) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenda imediatamente novas concessões de crédito consignado nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefício.

A Corte também mandou interromper novos empréstimos pessoais consignados até que sejam implementadas e estejam em operação travas e mecanismos de controle no sistema e-Consignado.

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Juros futuros têm forte alta com Caged e decisões de política monetária em foco

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quarta-feira (29) em forte alta em todos os vencimentos após dados do mercado de trabalho e decisões de política monetária em foco.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 9 pontos-base e fechou a 14,205% ante 14,115% do ajuste anterior.

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Comissão do Senado aprova indicação de Jorge Messias para o STF; saiba como foi a sabatina

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, no fim da tarde desta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após sabatina que durou oito horas, Messias recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários, em votação secreta.

A previsão é que a indicação seja votada ainda nesta quarta-feira pelo plenário do Senado.

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Suzano (SUZB3) tem lucro caindo 32%, para R$ 4,3 bilhões, com impacto do câmbio

A Suzano (SUZB3) reportou lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 32% na comparação anual, em um período marcado por preços mais altos de celulose, mas com impacto relevante do câmbio e menor volume sequencial.

A receita líquida somou R$ 10,9 bilhões, recuo de 5% em relação ao 1T25 e queda de 16% frente ao trimestre anterior, refletindo principalmente a valorização do real frente ao dólar e menor volume vendido. O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 4,6 bilhões, baixa de 6% em um ano, com margem estável em 42%.

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Meta, controladora do Facebook, eleva previsão de investimento em 2026 e receita no 1º tri supera previsões

A Meta Platforms (META) elevou nesta quarta-feira sua previsão anual de investimentos, reforçando sua decisão de aportar bilhões em infraestrutura de inteligência artificial.

A controladora do Facebook projeta um capex entre US$125 bilhões e US$145 bilhões para 2026, ante previsão anterior de US$115 bilhões a US$135 bilhões.

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Alphabet, dona do Google, divulga resultados acima do esperado e ações saltam em NY

A Alphabet divulgou resultados bem acima do esperado no primeiro trimestre e suas ações saltavam após o fechamento das bolsas de Nova York.

A dona do Google reportou lucro líquido de US$ 62,58 bilhões, quase o dobro dos US$ 34,54 bilhões do mesmo período de 2025. O ganho por ação de US$ 5,11 ficou bem acima da estimativa consensual de Wall Street de US$ 2,63, e acima dos US$ 2,81 do ano passado.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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