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‘CDI é maravilhoso, mas até quando?’: ASA reduz dependência e aposta em ações, ativos reais e dólar

14 jul 2026, 16:29 - atualizado em 14 jul 2026, 16:40
Rogério Freitas, head de investimentos do ASA (Imagem: Divulgação)

A renda fixa continua oferecendo retornos elevados com a taxa Selic em patamar de dois dígitos, mas isso não significa que o investidor deva concentrar seus recursos no CDI.

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Para o ASA, o cenário atual exige uma carteira mais diversificada, com maior exposição a ações, ativos reais, títulos indexados à inflação e até ao dólar para preservar o patrimônio no longo prazo.

“O CDI é maravilhoso olhando para trás, mas até quando?”, questionou Rogério Freitas, head de investimentos do ASA, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (14). Segundo ele, aplicações pós-fixadas podem transmitir uma “falsa sensação de segurança” diante de um ambiente marcado por inflação persistente, expansão fiscal e perda do poder de compra da moeda.

Na avaliação do executivo, o papel de uma gestora de patrimônio vai além de superar o CDI. O objetivo principal, afirmou, é preservar a riqueza real das famílias ao longo do tempo.

ASA aumenta exposição a ativos de risco

Com essa visão, o ASA manteve a estratégia de elevar a exposição dos portfólios a ativos de risco iniciada no fim do ano passado. Segundo Freitas, a casa continua enxergando espaço para ações, especialmente em um horizonte mais longo, ainda que o segundo semestre deva ser marcado por maior volatilidade.

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“A gente tomou risco, aumentou a alocação nas classes de risco dos portfólios e não aumentamos mais. O portfólio dos nossos clientes está indo super bem, batendo o CDI até agora no ano”, afirmou.

Além das ações, o executivo destacou que a estratégia contempla ativos reais e títulos públicos indexados à inflação (NTN-Bs), considerados instrumentos importantes para proteger o patrimônio em um ambiente em que a inflação permanece acima das metas dos bancos centrais.

Segundo Freitas, empresas com capacidade de repassar aumentos de custos aos consumidores também ganham espaço nas carteiras, justamente por conseguirem preservar margens em períodos de inflação elevada.

Bolsa segue como instrumento de preservação de patrimônio

Para o gestor, a estratégia de longo prazo passa necessariamente pela renda variável. Ele argumenta que, historicamente, ações foram responsáveis por preservar e ampliar o patrimônio real dos investidores, diferentemente do dinheiro parado em caixa.

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Freitas citou o mercado americano como exemplo e afirmou que a cultura de investimento em ações nos Estados Unidos foi construída justamente porque as empresas conseguiram preservar a riqueza dos investidores ao longo das décadas.

Na visão do ASA, esse mesmo racional deve orientar os investidores brasileiros daqui para frente. Embora o CDI continue oferecendo remuneração elevada hoje, a gestora avalia que depender exclusivamente da renda pós-fixada pode não ser suficiente para proteger o patrimônio em um cenário de inflação persistente, juros em queda nos próximos anos e desafios fiscais.

Dólar também entra como proteção

O ASA também mantém espaço para ativos dolarizados, principalmente diante das incertezas que cercam o cenário político e fiscal brasileiro.

Freitas afirmou que o comportamento do câmbio dependerá, em grande medida, da percepção do mercado sobre o compromisso fiscal do próximo governo.

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Na avaliação dele, um candidato considerado fiscalmente responsável tende a favorecer ativos brasileiros, enquanto um cenário oposto beneficiaria o dólar.

“Se a gente tiver a eleição de um candidato fiscalmente menos responsável, acho que o melhor ativo vai ser o dólar em detrimento dos outros ativos de risco”, afirmou.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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