Estados Unidos (EUA)

Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros pode chegar a 26%, estima Citi

14 jul 2026, 17:28
eua-brasil
(Imagem: Racide/iStock)

A decisão dos Estados Unidos sobre novas tarifas para produtos brasileiros deve sair nesta quarta-feira (15) e pode elevar a carga efetiva sobre as exportações do país para até 26%, segundo estimativas do Citi. Caso a investigação comercial específica contra o Brasil resulte na adoção de novas sobretaxas, o país também poderá figurar entre os mais atingidos pela política tarifária americana.

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Em relatório divulgado nesta terça-feira (14), o Citi afirma que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) deve concluir as negociações com representantes do setor privado brasileiro e anunciar sua decisão sobre a investigação aberta contra o Brasil.

A expectativa é que Washington imponha uma tarifa adicional de 25% sobre produtos enquadrados na investigação específica da Seção 301, que consideram práticas comerciais do Brasil injustas – incluindo o Pix. Essa cobrança se somaria à tarifa de 12,5% prevista em outra investigação da Seção 301, voltada ao combate ao trabalho forçado e que deverá substituir a atual sobretaxa temporária da Seção 122. Na prática, alguns produtos brasileiros poderiam enfrentar uma tarifa nominal de 37,5%.

Apesar disso, o Citi ressalta que a carga efetiva tende a ser menor, uma vez que parte relevante das exportações brasileiras deve continuar isenta.

Atualmente, o banco estima que a tarifa efetiva dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros esteja em torno de 15%, após a derrubada das tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

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Caso as isenções sejam mantidas, esse percentual deverá subir para um intervalo entre 20% e 26%, considerando que mais da metade das exportações brasileiras para os EUA permaneça fora do alcance das novas medidas.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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