Dólar

Dólar recua a R$ 5,07 após inflação mais fraca dos EUA

14 jul 2026, 17:04 - atualizado em 14 jul 2026, 17:09
dólar real dxy câmbio
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista perdeu força ante o real após o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) de junho vir com uma deflação mais intensa do que o esperado, o que contribuiu para a baixa dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries.

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Nesta terça-feira (14), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0778, em queda de 1,06%.

O dólar acompanhou o enfraquecimento da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,32%, aos 100.914 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

Os investidores acompanharam os números da inflação ao consumidor de junho dos Estados Unidos. A expectativa já era de um dado mais benigno, com a baixa do petróleo, mas a deflação veio mais forte do que o previsto.

O CPI dos Estados Unidos recuou 0,4% no mês de junho, informou o Departamento do Trabalho nesta terça-feira, na maior queda mensal desde abril de 2020. Em maio, o índice tinha registrado alta de 0,5%.

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A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,5%, ante 3,8% no mês anterior. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

A mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast apontava queda de 0,1% no índice na margem, enquanto a previsão para a taxa anualizada era de desaceleração a 3,8%.

O índice de energia caiu 5,7% em junho, representando a maior queda mensal de todos os itens.

Após o dado, os Treasuries passaram a cair, enquanto o índice DXY aprofundou as perdas. A expectativa por uma alta nos juros norte-americanos pelo Federal Reserve está em 56,5% na ferramenta Fed Watch, do CME Group.

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No front geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em relação à proposta de cobrar uma taxa de trânsito de 20% para proteger a importante via navegável do Estreito de Ormuz, como parte do conflito com o Irã, afirmando nesta terça-feira que, em vez disso, buscaria acordos de investimento com os países do Golfo Pérsico.

As forças norte-americanas realizaram uma série de ataques pela terceira noite consecutiva depois que Teerã anunciou ter fechado o estreito, o que levou Trump, na segunda-feira, a restabelecer um bloqueio à navegação iraniana e propor a taxa.

Mas pouco menos de cinco horas antes de a taxa entrar em vigor, às 17h (horário de Brasília), Trump afirmou que o estreito estava aberto a todo o tráfego marítimo, exceto ao do Irã.

“Com base em conversas altamente produtivas com as lideranças do Oriente Médio, decidi substituir a Taxa de Reembolso dos Estados Unidos de 20% por acordos comerciais e de investimento que os diversos países do Golfo farão com os Estados Unidos”, disse ele em uma postagem no Truth Social.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com ganho de 1,72%, a US$ 84,73 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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