Cidades

Cidade da China é inundada por cobras venenosas após enchente

10 jul 2026, 14:22 - atualizado em 10 jul 2026, 14:23
Homem capturando cobras na enchente de Hengzhou, na China. Imagem: Reprodução/X
Homem capturando cobras na enchente de Hengzhou, na China. Imagem: Reprodução/X

Quem poderia imaginar que em Guangxi, região no sul da China, acabaria enfrentando problemas com as quase 20 milhões de cobras criadas em seus criadouros? Foi exatamente o que ocorreu em Hengzhou após a passagem do tufão Maysak.

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Com quase um milhão de habitantes, a cidade precisou lidar não apenas com as enchentes e as dezenas de mortes provocadas pelo desastre, mas também com a presença inesperada de milhares de animais espalhados pelas áreas urbanas.

Entre eles estavam cerca de três mil cobras — inclusive espécies venenosas, como a naja —, além de animais que escaparam do Zoológico de Guigang, como zebras, pôneis em miniatura, avestruzes e guaxinins. A correnteza também arrastou mais de 16 mil porcos.

Equipes especializadas iniciaram a captura desses animais, enquanto as autoridades reforçaram os estoques de soro antiofídico e os hospitais se prepararam para um possível aumento no número de casos de picadas.

Enquanto as águas baixam, ainda não se sabe por quanto tempo esses animais continuarão sendo um risco para a população, nem se a quantidade total capturada foi suficiente para conter o perigo.

O cenário apocalíptico

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As autoridades chinesas inicialmente minimizaram a ameaça, estimando que apenas novecentas cobras estivessem soltas após o tufão Maysak. Dois dias depois, porém, os esforços das equipes resultaram na captura de entre 2 mil e 3 mil serpentes, compostas por cobras-rato e najas.

De acordo com a equipe de defesa civil, as serpentes costumam se abrigar em locais escondidos, como cantos de casas. Por isso, os moradores avisavam os profissionais sempre que encontravam alguma, que então a recolhia e a devolvia à natureza.

A ocasião causou uma fatalidade: de acordo com relatos da CNN, uma moradora da cidade veio à óbito após ter sido picada por uma naja, de temperamento irritadiço e veneno potente. A mulher não pôde ser socorrida a tempo porque as enchentes bloquearam as estradas e dificultaram o acesso a atendimento médico.

Além dos rastejantes, porcos e animais do Zoológico de Guigang fugiram na noite de quarta-feira (8). A entidade divulgou um alerta emergencial, pedindo para a população informações sobre os animais fugitivos e alertando que eles se tornam agressivos quando assustados.

A história por trás das cobras

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Conhecida como a “capital chinesa do jasmim”, devido ao cultivo da flor e à produção de seu chá há mais de 500 anos, Hengzhou e toda a região de Guangxi também se transformaram em um importante polo de criação de cobras.

Segundo um relatório do jornal Guangxi Daily, a atividade, voltada a aplicações farmacêuticas e biomédicas, é responsável pela criação de mais de cem espécies em mais de 14 mil criadouros.

A região também faz fronteira com o Vietnã e abriga uma grande diversidade de grupos étnicos minoritários. A carne de cobra é considerada um alimento nutritivo pelos moradores, e a captura desses animais faz parte das tradições locais.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
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