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Nem a Copa do Mundo anima o Itaú BBA: Por que o banco segue neutro com Ambev (ABEV3)?

10 jul 2026, 14:31 - atualizado em 10 jul 2026, 14:31
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(Imagem: Reuters/Paulo Whitaker)

O Itaú BBA manteve a recomendação neutra para a Ambev (ABEV3), com expectativa de desempenho para o segundo trimestre em linha com o mercado. O preço-alvo da ação ficou definido em R$ 17, um potencial de valorização em torno de 8%.

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Na visão dos analistas, o segundo trimestre de 2026 é um período decisivo porque a Copa do Mundo tende a impulsionar o consumo de bebidas, principalmente cerveja. Por isso, o nível de exigência do mercado está alto, esperando relevante alta nas vendas da Ambev.

O BBA projeta um EBITDA de R$ 6,5 bilhões, sem grandes surpresas em relação às estimativas dos investidores. No Brasil, o crescimento das vendas de cerveja deve ser o destaque, com projeções de crescimento de aproximadamente 14% na receita.

Segundo o relatório, a Ambev continua ganhando participação de mercado, apoiada por uma estratégia de preços e de fortalecimento do portfólio de marcas.

Apesar das boas perspectivas, os analistas acreditam que o desempenho positivo já está amplamente refletido no preço das ações. Desde janeiro os papéis da companhia acumulam alta de cerca de 14,29%, impulsionadas tanto pelo aumento do consumo na Copa do Mundo e quanto pela “dinâmica competitiva melhor em relação à Heineken”.

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Eles ainda afirmam que ainda é incerto dizer qual o real impacto da Copa do Mundo sobre o crescimento das ações, então esse efeito foi inserido de forma conservadora nas projeções. A “pouca visibilidade sobre novos gatilhos de crescimento”, também sustenta a postura de cautela sugerida pelo BBA.

Outro desafio para a companhia é o desenvolvimento das bebidas não alcóolicas no Brasil e fatores de instabilidade na América Latina, como a redução do consumo na Argentina devido à inflação.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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