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Controle sem 100%: por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)

25 abr 2026, 10:27 - atualizado em 25 abr 2026, 10:27
Brava Energia
(Imagem: iStock/claffra)

Na última quinta-feira (23), a Brava Energia (BRAV3) confirmou que recebeu carta da Ecopetrol referente à aquisição de ações detidas por determinados acionistas e que a colombiana pretende realizar uma oferta pública (OPA).

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Em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a junior oil afirmou que a Ecopetrol adquiriu 26% do capital social da companhia por meio da compra de participações de acionistas vendedores – fundos da Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone, além de outros acionistas que, individualmente, detinham participação inferior a 5% do capital social da empresa.

A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A colombiana ainda pretende lançar OPA voluntária ao preço de R$ 23 por ação para alcançar 51% de participação na petroleira brasileira.

Desde então, a pergunta recorrente entre os investidores é: a Ecopetrol não deveria fazer uma OPA por 100% das ações da Brava?

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Para o analista Regis Cardoso, da XP, as partes envolvidas — especificamente a Ecopetrol e os acionistas vendedores da Brava — estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle.

“Embora os vendedores sejam signatários do acordo de acionistas da Brava, eles não elegem formalmente a maioria do Conselho de Administração. Sob essa interpretação, não seria obrigatória uma OPA por 100% das ações”, explicou o analista, em relatório.

Cardoso ainda destaca que a colombiana limitou a intenção a 51% do capital votante, participação adicional que deve ser adquirida com uma OPA voluntária. “Percentual suficiente para consolidar o controle”, disse ele.

Caso a operação seja confirmada, a Brava Energia deve ter uma estrutura semelhante a da Isa Energia (ISAE3; ISAE4), que é listada no Brasil e controlada indiretamente pela Ecopetrol.

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“Esperamos que a Brava permaneça listada no Brasil, ainda que com um acionista controlador claramente definido — a própria Ecopetrol, que é listada na Colômbia”, afirmou o analista da XP.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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