Inflação

CPI: Inflação dos EUA recua em junho e acumula alta anual de 3,5%, abaixo das expectativas

14 jul 2026, 9:41
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(Imagem: Karolina Kaboompics/Pexels)

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) recuou 0,4% no mês de junho, informou o Departamento do Trabalho nesta terça-feira (14).

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Trata-se da maior queda mensal desde abril de 2020. Para comparação, em maio, o índice avançou 0,5%.

A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,5%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

A mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast apontava uma queda de 0,1% no índice, depois de registrar alta de 0,5% de maio. Para a taxa anual, a previsão mediana era de desaceleração a 3,8% em junho, ante alta de 4,2% registrada um mês antes.

O índice de energia caiu 5,7% em junho, representando a maior queda mensal de todos os itens. Em maio, a índice tinha subido 3,8%, em abril 3,8% e em março 10,9%.

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Já o índice geral de itens, excluindo alimentos e energia, subiu 0,2% em junho e 2,6% no ano, após um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior.

CPI e os juros

O mercado acompanha de perto o CPI para calibrar as apostas de corte de juros no país, apesar desse não ser o índice inflacionário favorito do Fed.

A visão geral é de que o banco central norte-americano entrou em um estágio de espera após dados resilientes da economia dos EUA e a incerteza quanto a guerra entre os EUA e Irã.

Antes da divulgação do CPI, a ferramenta CME FedWatch indicava 73% de chance de o Fed retomar o aperto monetário na decisão de política monetária em setembro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Para a reunião de julho, a expectativa majoritaria ainda é de manutenção.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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