Ibovespa resiste à guerra e avança com petróleo em alta; 5 coisas para saber antes de investir hoje (14)
O Ibovespa (IBOV) opera em alta com ajuda do avanço do petróleo, a despeito da cautela nos mercados internacionais com a escalada do conflito no Oriente Médio.
Com a agenda doméstica fraca, o cenário internacional deve seguir como principal bússola do humor dos investidores.
Por volta de 10h11 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,57%, aos 176.736,12 pontos.
O dólar à vista opera em queda ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda recuava a R$ 5,0785 (-1,07%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava em baixa de 0,53% aos 100,709 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (13)
1 – Pesquisa Futura/Apex
Na pesquisa Futura/Apex desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retomaram empate técnico em um eventual segundo turno.
O atual presidente recuou de 48,1% para 46,3% das intenções de voto entre junho e julho, enquanto o senador avançou de 42,9% para 46,1%.
Segundo o levantamento, Lula tem uma rejeição de 47,6% dos eleitores, seguido por Flávio Bolsonaro, com 45,4% de rejeição, e Michelle Bolsonaro (PL), que deve ser candidata ao Senado, com 32,2%. O presidente lidera com um potencial de voto de 49,4% entre os que votariam com certeza e os que poderiam votar nele. O potencial de voto de Flávio Bolsonaro é de 47,8%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores, em 697 municípios do País, durante os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07294/2026.
2 – Inflação mais baixa nos EUA
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) recuou 0,4% no mês de junho, informou o Departamento do Trabalho nesta terça-feira, baixa mais intensa do que o previsto pela mediana do Projeções Broadcast (-0,1%).
Trata-se da maior queda mensal desde abril de 2020. Para comparação, em maio, o índice avançou 0,5%.
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A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,5%, abaixo da estimativa de 3,8% da pesquisa da Broadcast. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).
3 – Depoimento de Warsh
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, deve detalhar ainda mais seus planos para o Fed e suas reflexões sobre a economia durante dois dias de depoimento perante os parlamentares no Congresso, nesta terça e na quarta-feira (15).
O depoimento também pode revelar se suas primeiras semanas no cargo amenizaram as preocupações de que Warsh acabará atendendo às exigências persistentes do presidente dos EUA, Donald Trump, por juros mais baixos ou enfrentará a mesma reação negativa da Casa Branca.
4 – Guerra no Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao Congresso uma notificação formal na terça-feira (13) à noite informando que as hostilidades contra o Irã foram retomadas em 7 de julho. O governo considera como o início de um novo prazo de 60 dias para o uso de forças militares na região sem a aprovação do Congresso.
“Ordenei essa ação militar em onsonância com minha responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como os interesses de política externa do país”, afirmou Trump na carta, datada de 10 de julho.
O Irã disparou mísseis balísticos contra uma base aérea dos EUA na Jordânia nesta terça-feira, e os Estados Unidos atacaram alvos iranianos por cinco horas em uma batalha pelo controle do Estreito de Ormuz.
As forças norte-americanas lançaram ondas de ataques pela terceira noite consecutiva depois que o Irã anunciou, no sábado, que fecharia o estreito.
5 – Petróleo
No primeiro dia de retomada do “bloqueio ao bloqueio” por parte dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, após o Irã já ter anunciado o fechamento da hidrovia no último sábado (11), os preços do petróleo operam no terreno positivo.
Por volta de 10h12 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro avançavam 4,01%, a US$ 86,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham alta de 3,16%, a US$ 80,91 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Reuters