CSN (CSNA3) recebe propostas vinculantes pela unidade de cimentos
A CSN (CSNA3) informou ao mercado o recebimento de propostas vinculantes dos potenciais compradores autorizados a participar do processo competitivo para a aquisição da CSN Cimentos, mostra fato relevante divulgado nesta segunda-feira (10).
Sem grandes detalhes, a companhia afirmou que está analisando cada uma das propostas e manterá o mercado informado sobre desdobramentos do processo de venda.
De acordo com informações da Reuters, os principais concorrentes incluem a chinesa Huaxin e um consórcio formado por Votorantim e Cementir, de origem italiana. A expectativa é que ambas as propostas ultrapassem os R$ 10 bilhões.
Ainda de acordo com a agência de notícias, o grupo brasileiro Polimix, uma das maiores empresas de cimento do país, também está no processo e deve participar da nova rodada.
A Bloomberg News noticiou que a companhia estuda manter uma participação minoritária no negócio de cimento. O principal acionista, CEO e presidente do conselho, Benjamin Steinbruch, estaria avaliando uma proposta que permitiria à empresa ficar com uma fábrica perto de uma das operações siderúrgicas do grupo.
Desde janeiro deste ano, a CSN está se desfazendo de ativos importantes para reduzir endividamento. O conglomerado contratou assessores financeiros para vender o controle da CSN Cimentos e uma participação na CSN Infraestrutura, que opera ativos de ferrovia e logística do grupo.
Em abril, o diretor financeiro da CSN, Marco Rabello, disse que os negócios poderiam ser fechados até o fim do ano, mas a aprovação final poderia demorar mais, uma vez que exigiria o aval do órgão antitruste Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Risco de endividamento na CSN
Em 31 julho, a agência classificadora de riscos Fitch rebaixou o rating inadimplência do emissor (IDRs) de longo prazo em moeda estrangeira e local de B para CCC+ em uma decisão que retrata a piora da flexibilidade financeira da CSN diante da queima de caixa contínua apesar de alguma melhora operacional.
Altas despesas de juros, despesas com capital elevadas, estrutura de capital desequilibrada e riscos persistentemente altos de refinanciamento também foram levados em conta na decisão, citou a Fitch. O rating foi mantido em observação negativa e atribuído também à nova emissão da CSN Inova Ventures.
A companhia tem alavancagem insustentavelmente alta, segundo a Fitch. A dívida total da CSN, pelos critérios da agência e excluindo qualquer venda de ativos, deve ultrapassar R$ 60 bilhões em 2026 e 2027, com índices de dívida/Ebitda e dívida líquida/Ebitda de 5,7 vezes e 4,4 vezes (2026) e 6,3 vezes e 5,1 vezes (2027).
A agência lembra que a CSN trabalha em uma série de vendas de ativos visando reequilibrar sua estrutura de capital. O cronograma segue alinhado ao anúncio feito anteriormente.
*Com informações do Estadão Conteúdo