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Da reação do mercado após vitória de Lula à recomendação de venda para o Banco do Brasil: confira as mais lidas da semana

31 out 2026, 12:28
Day Trade, Mercados, Banco do Brasil, BBAS3, Vamos, VAMO3
(Imagem: Paulo Whitaker/REUTERS)

Da reação do mercado após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à recomendação de venda e perspectivas negativas do Citi para o Banco do Brasil (BBAS3), a semana reuniu notícias que chamaram a atenção dos leitores do Money Times.

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Entre os temas mais lidos, também ganharam destaque as atualizações do Relatório Focus e a alíquota de 11,3% para a CBS da reforma tributária. Confira o que mais repercutiu nos últimos dias:

Mercado repercute vitória de Lula na eleição de 2026

Na segunda-feira (26), os investidores digeriam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O mercado local apostava, com bastante otimismo, em uma vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A frustração dessas expectativas se refletiu na queda de quase 30% do EWZ, o ETF brasileiro negociado em Nova York, e no recuo dos ADRs (recibos de ações) de empresas locais no exterior.

A predominância do ajuste em virtude do cenário eleitoral colocou o exterior e os indicadores em segundo plano na segunda-feira. Confira a matéria na íntegra.

Economistas cortam inflação e Selic em novas projeções

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Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) diminuíram as expectativas para a inflação de 2026 e cortaram as projeções para Selic, mostrou o Relatório Focus divulgado na segunda-feira (26).

Vale destacar que a pesquisa é finalizada na sexta-feira da semana anterior à divulgação; portanto, não capturou o movimento desencadeado pelo resultado das eleições de domingo (25). Reflexos mais concretos nas projeções dos economistas poderão ser vistos na próxima divulgação.

A principal novidade foi a queda da projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 5,22% para 5,19%. Apesar do alívio, a estimativa para a inflação oficial segue acima do patamar de 5%, ponto de atenção para o mercado. Para 2027, a mediana subiu de 4,32% para 4,34%, em alta pela segunda semana consecutiva. Confira mais detalhes.

Banco do Brasil (BBAS3): Citi manda vender e vê novo tombo pela frente após eleições

O Citi revisou sua cobertura dos bancos após o resultado eleitoral, e a notícia não é das melhores para os investidores do Banco do Brasil (BBAS3).

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Os analistas rebaixaram a recomendação da estatal para venda e reduziram o preço-alvo de R$ 22,40 para R$ 15, o que implica um potencial de queda de cerca de 20% em relação ao fechamento da última segunda-feira (27).

Segundo o banco, pesam sobre a tese de investimento as crescentes preocupações com a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio, além da maior exposição a riscos políticos e regulatórios. Confira.

TCU aprova alíquota de 11,3% para a CBS da reforma tributária, acima do previsto pelo governo

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, na quarta-feira (28), uma alíquota de 11,3% para a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), que passará a vigorar em 2027 com a entrada em vigor da reforma tributária sobre o consumo.

O valor é superior ao estimado anteriormente pelo governo. A aprovação, feita após envio de cálculos pelo governo, ocorreu de maneira unânime no plenário da corte e o resultado será enviado ao Senado, onde será feita a deliberação final sobre a alíquota.

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Promulgada em 2023 após décadas de negociações, a reforma tributária sobre o consumo substitui PIS e Cofins (tributos federais) pela CBS, e aglutina ICMS (estadual) e ISS (municipal) em um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Veja mais.

‘Não existe cortar gastos no Brasil’, avalia Zeina Latif, que defende ajustes no abono salarial e no BPC

A economista Zeina Latif afirmou que o ajuste fiscal no Brasil não passa necessariamente por cortes generalizados de despesas, mas pela adoção de medidas capazes de reduzir o ritmo de crescimento dos gastos públicos. A avaliação ocorreu após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o quarto mandato.

Segundo ela, a rigidez orçamentária e a resistência política a mudanças amplas tornam mais viável uma estratégia gradual, com revisões em diferentes políticas públicas.

Durante jantar com empresários do Mercado & Opinião, realizado na terça-feira (27), em São Paulo, Latif destacou que o país acumula distorções na estrutura de despesas e benefícios que poderiam ser corrigidas sem a necessidade de eliminar completamente programas existentes. Leia mais.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
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