Dólar

Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5,15 com Warsh e à espera do Copom

16 set 2026, 17:02 - atualizado em 16 set 2026, 17:05
dólar real dxy câmbio
(Imagem: iStock/eyeglb)

O dólar à vista teve um dia volátil com decisões de política monetária em foco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta quarta-feira (16), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%, no mercado à vista.

O movimento local destoou do dólar global na reta final da sessão. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,65% aos 100.261 pontos.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O que mexeu com o dólar hoje?

A política monetária concentrou as atenções dos investidores e ditou o movimento do câmbio. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) elevou os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, como o esperado, e em decisão unânime.

Essa foi a primeira alta nos juros desde julho de 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) também divulgou novas projeções para os principais indicadores econômicos e sinalizou mais um ajuste para cima nas taxas de juros ainda neste ano.

Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve um tom ‘hawkish’ ao afirmar que a “inflação está muito alta e já está assim há muito tempo”. “Os índices de inflação deste verão não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”, acrescentou.

Após Warsh, o mercado consolidou a aposta em uma nova alta nos juros até dezembro. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 50,9% de chance de elevação na decisão de outubro, contra 49% de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano.

Já para a decisão seguinte, em dezembro, a aposta majoritária é de elevação, com 87,7% de probabilidade de pelo menos um ajuste de 25 pontos-base.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em linhas gerais, quanto mais o Fed subir os juros, melhor para o dólar, que se torna comparativamente mais atrativo à medida que os rendimentos dos Treasuries também sobem, reduzindo o apetite por risco em outros mercados, como o Brasil.

À espera de Copom

Por aqui, o mercado também operou à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve ser divulgada logo após o fechamento dos mercados. Na atualização mais recente, as Opções do Copom da B3 apontavam 94,5% de chance de o Copom cortar a Selic em 25 pontos-base, de 14% para 13,75% ao ano.

Dados de atividade econômica ficaram em segundo plano. Mais cedo, o BC divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,2% em julho, leitura mais fraca do que a esperada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar