Dólar

Dólar avança e fecha a R$ 5,16 à espera de Warsh em Jackson Hole

27 ago 2026, 17:05 - atualizado em 27 ago 2026, 17:07
dólar real dxy câmbio
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista ganha fôlego em dia marcado por volatilidade e expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, prevista para amanhã (28).

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Nesta quinta-feira (27), a divisa encerrou o dia com alta de 0,20%, a R$ 5,1620, no mercado à vista.

O movimento local acompanhou o movimento do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava estável aos 99,168 pontos.

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O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio operou volátil ao longo da sessão, em meio à retomada do movimento de alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, de longo prazo, no primeiro dia de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) no simpósio anual de Jackson Hole.

Em destaque, Beth Hammack, presidente da unidade do Fed de Cleveland afirmou que “agora é a hora de agir” em relação à taxa de juros dos EUA. Segundo ela, a inflação ainda mostra que o Fed está “muito longe” da meta.

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Ontem (26), o PCE, a inflação preferida do Fed, apontou para alta de 3,7% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE.

Hammack foi uma das dissentes da última decisão do Fomc, votando pela alta nos juros. A decisão de julho manteve a taxa referencial na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

A expectativa, porém, está concentrada na participação do presidente do Fed, Kevin Warsh, prevista para amanhã (28).

“A discreta pressão compradora sobre a divisa norte-americana refletiu um ajuste fino nas carteiras dos investidores, que continuam monitorando de perto o diferencial de juros entre Brasil e as economias desenvolvidas”, avaliou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

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No cenário doméstico, o mercado reagiu a novos dados de mercado, ainda que em segundo plano. A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre até julho de 2026, o menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.

Pela manhã, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso – neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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