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‘É nas crises que surgem as melhores oportunidades’: Trígono explica redução na Kepler Weber (KEPL3) e aponta 3 ações

21 ago 2026, 11:56
China soja werner roger
Para o CIO da Trígono, o ambiente mais difícil para o agronegócio também deve provocar uma seleção entre as empresas do setor. (Imagem: Reprodução)

A redução da participação da Trígono Capital na Kepler Weber (KEPL3) não representa uma mudança na visão da gestora sobre a companhia. Pelo contrário: Werner Roger, sócio-fundador e CIO da Trígono Capital, afirma que a casa continua confiante na fabricante de equipamentos para armazenagem de grãos, mas encontrou outras oportunidades para alocar parte dos recursos.

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“É um movimento normal. Existem muitas oportunidades no mercado e não significa nada em relação à Kepler. Acho que isso faz parte da rotação de portfólio”, disse ao Money Times.

Nesta semana, a Kepler Weber informou que a Trígono reduziu sua participação de 15,3% para 14,94% do capital, passando a deter 26.853.300 ações ordinárias da companhia. Na quinta (21), a ação chegou a negociar próximo a mínimas que não eram vistas desde janeiro de 2022.

Segundo Roger, a venda de uma parcela das ações não deve ser interpretada como uma piora na percepção da gestora sobre a empresa.

“Vendeu as ações, não significa nada. Não é que gostou mais ou menos. Mas existe, de repente, uma outra oportunidade que ainda sofreu mais ou que tenha bons motivos para a gente aumentar a posição. E o cobertor é curto né? É um movimento que faz parte de qualquer gestor”.

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“Você aumenta, reduz a posição. A qualquer momento tem que informar ao mercado os seus 5%, 10%, 15%, 20%. Então isso não significa grandes coisas”, completa.

Kepler está no fundo do ciclo?

Apesar da redução, Roger mantém uma leitura positiva para a Kepler Weber e acredita que a companhia atravessa justamente uma região mais deprimida do ciclo.

“Continuamos confiando na companhia. É um momento realmente de baixa do ciclo, mas depois da baixa vem uma recuperação”, diz.

Na avaliação do CIO da Trígono, alguns fatores começam a apontar nessa direção. Ele cita a recuperação dos preços de commodities agrícolas, a perspectiva de queda dos juros e o crescimento da produção brasileira de grãos.

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A combinação é particularmente importante para a Kepler Weber. Com novas safras recordes, aumenta também a necessidade de capacidade para armazenar a produção agrícola.

“O preço da soja subindo, o preço do milho subindo, o dólar subindo, começa já a virar. Juros vão cair, produção aumentando, safra recorde, mais uma safra recorde. E aí precisa estocar.”

O cenário de juros é uma variável especialmente relevante para a fabricante. Como silos, secadores e estruturas de armazenagem exigem investimentos elevados dos produtores, condições de crédito mais restritivas tendem a pesar sobre a decisão de compra.

‘É nas crises que estão as melhores oportunidades’

Se a Trígono segue otimista com a Kepler, Roger também deixa claro que o momento atual abriu espaço para buscar oportunidades em outras empresas que sofreram na bolsa.

O gestor cita São Martinho (SMTO3) e 3tentos (TTEN3) como exemplos de companhias que passaram por quedas relevantes e entraram no radar das oportunidades da gestora. Em janeiro, a gestora aumentou sua posição em 3tentos, que passou a fazer parte do top 5 da Trígono

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“Açúcar voltando. Tem outras empresas também como a Jalles (JALL3). Então tem muita oportunidade no mercado. 3tentos caiu, outro que caiu muito e está voltando”, afirma

Para Roger, o ambiente mais difícil para o agronegócio também deve provocar uma seleção entre as empresas do setor. Companhias financeiramente mais frágeis podem enfrentar dificuldades, enquanto aquelas com balanços mais sólidos e capacidade de adaptação podem sair fortalecidas.

“Estamos vendo muitas empresas quebrando e, de novo, falo: é nas crises que estão as melhores oportunidades. Os fortes vão sobreviver. É a lei de Darwin: os fracos vão desaparecer. Quem é ágil e souber se adaptar, sobrevive.”

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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