Mesmo nos EUA, Eduardo Bolsonaro confirma que será suplente de André do Prado em chapa ao Senado por São Paulo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), será candidato ao Senado por São Paulo e que ele ocupará a primeira suplência, mesmo morando atualmente nos Estados Unidos. A segunda vaga de suplente ficará com Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra (SP).
Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já havia confirmado o nome de André do Prado para a segunda vaga da chapa ao Senado. A primeira já era de Guilherme Derrite (PP). Ao ser questionado de Eduardo seria suplente de André do Prado, o governador disse que isso ele não sabia ainda.
O próprio André do Prado já havia confirmado a possibilidade de ter Eduardo de suplente, em entrevista ao Estadão publicada no final de abril. “Fiz o convite para que, se a decisão for pelo meu nome, ele esteja na suplência”, afirmou André do Prado na ocasião.
No vídeo anunciando sua pré-candidatura, André do Prado se colocou como “substituto” de Eduardo Bolsonaro e fez acenos ao bolsonarismo, chamando a prisão de Jair Bolsonaro (PL) de injusta e dizendo que assumiu um compromisso com Eduardo em várias pautas, entre elas, a anistia.
O apoio de Eduardo a André do Prado é questionado por integrantes do bolsonarismo, que criticam o respaldo a um deputado que não faz parte da ala ideológica e é umbilicalmente ligado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Na publicação em que confirmou o apoio ao presidente da Alesp, Eduardo listou uma série de motivos para justificar a decisão, como o fato de André estar há 32 anos na vida pública, ser presidente do Legislativo paulista e ter dado sustentação ao governo Tarcísio.
“É um nome com projeção futura, inclusive com forte potencial para disputar o governo de São Paulo futuramente. E, principalmente: tem alinhamento nas pautas prioritárias, comprometendo-se a votar de forma convergente conosco em temas sensíveis”, escreveu Eduardo.
Uma eventual candidatura de Eduardo a suplente carrega riscos jurídicos. Isso porque o deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara e ainda responde a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é acusado do crime de coação no curso do processo.