Mercados

Juros futuros fecham sem direção única com ata do Copom e alívio no petróleo

05 maio 2026, 18:18 - atualizado em 05 maio 2026, 18:18
Juros selic copom fed
(Imagens: iStock/Andrii Yalanskyi)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta terça-feira (5) sem direção única com alívio nos preços do petróleo e a reação à ata da última decisão de política monetária do Banco Central. As taxas de curto e médio prazos recuaram, enquanto os vencimentos mais longos tiveram leves ganhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 6 pontos-base e fechou a 14,140% ante 14,210% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,765% ante 13,850% do fechamento anterior, recuo de 8 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,875% ante 13,885% do fechamento da última segunda-feira (4), uma leve alta de 2 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também registraram queda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,944% ante 3,962% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,426% ante 4,446% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

A ata da última decisão de política monetária norteou as movimentações na curva de juros nesta terça-feira, em meio ao alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã.

Na ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) destacou o ambiente incerto com relação à guerra no Oriente Médio, ressaltando que a falta de perspectiva para a duração, extensão e desdobramentos exige maior cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, o BC também mencionou a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos.

No cenário doméstico, a equipe pontua que a atividade econômica manteve trajetória de moderação no crescimento, como esperado, ressaltando os efeitos da política monetária restritiva por período prolongado.

Na semana passada, a diretoria do BC deu sequência ao ritmo de cortes na Selic, reduzindo a taxa básica de juros a 14,50% ao ano.

Para o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, a ata trouxe um ponto de atenção relevante em relação as expectativas de inflação para horizontes mais longos, especialmente 2028. Segundo ele, esse fator pode abrir espaço para uma discussão sobre a extensão do horizonte de convergência da inflação à meta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • CONFIRA EM: Ata do Copom divide mercado entre tom mais duro e espaço para cortes de juros; veja o que dizem os economistas

Conflito no Oriente Médio

Mais cedo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que uma operação dos EUA para proteger navios comerciais do Irã no Estreito de Ormuz, ação chamada de “Projeto Liberdade”, é temporária e que Washington não pretende ampliar o conflito no Golfo Pérsico.

Já no final da tarde, o presidente norte-americano, Donald Trump, evitou dizer o que seria uma violação do cessar-fogo. “Você vai descobrir, porque eu vou te informar. Eles sabem o que não fazer”, disse Trump no Salão Oval a repórteres, negando que o Irã tenha disparado contra navios que estavam sob a proteção dos EUA.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que Islamabad está confiante de que irá alcançar um progresso significativo nas negociações entre os EUA e o Irã, de acordo com uma postagem da Al Jazeera no X.

“Foram feitos esforços para alcançar um cessar-fogo e iniciar um diálogo”, disse o ministro, de acordo com o veículo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com sinais de alívio nas tensões, os preços do petróleo fecharam em queda. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho terminaram o dia com baixa de 3,99%, a US$ 109,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 3,99%, a US$ 109,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

*Com informações de Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar