PRIO (PRIO3): lucro sobe 33%, para US$ 460 milhões, com petróleo mais caro e avanço operacional
A PRIO (PRIO3) reportou um primeiro trimestre de 2026 marcado por forte desempenho operacional, com produção e vendas recordes, redução de custos e avanço relevante de projetos, impulsionando os resultados da companhia.
A petroleira registrou lucro líquido de US$ 460 milhões no período, alta de 33% na comparação anual, enquanto o Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado somou US$ 852 milhões, avanço de 91%. A receita total atingiu US$ 1,2 bilhão, crescimento de 67% na mesma base .
O principal destaque do trimestre foi o início da produção no campo de Wahoo, com o primeiro óleo extraído em 18 de março. Até o momento, três poços já foram conectados, e a expectativa é atingir cerca de 40 mil barris por dia com a entrada do quarto poço.
Com isso, a PRIO alcançou produção média recorde de 155,4 mil barris por dia, alta de 42% na comparação anual, além de vendas totais de 14,8 milhões de barris no período .
Outro ponto relevante foi a queda do lifting cost, que recuou para US$ 9,4 por barril — o menor nível desde 2024 — refletindo, segundo a companhia, ganhos de eficiência e diluição de custos com o avanço de Wahoo e melhorias operacionais em ativos como Peregrino.
No campo de Peregrino, que passou a ter maior peso no portfólio após a aquisição de participação adicional, a produção mais que dobrou na comparação anual, com avanço de 110%. A companhia também destacou captura de sinergias, com redução de custos administrativos, otimização logística e renegociação de contratos.
Já Albacora Leste apresentou aumento de 21% na produção na base anual, com eficiência operacional recorde de 95,4%, enquanto o cluster Bravo avançou 46%, impulsionado pela retomada e entrada de novos poços.
Apesar do forte desempenho operacional, o resultado financeiro seguiu como ponto de pressão. As despesas financeiras líquidas totalizaram US$ 128 milhões, impactadas pelo maior nível de endividamento e perdas com operações de hedge .
A alavancagem encerrou o trimestre em 2,0 vezes dívida líquida/Ebitda, com tendência de queda esperada para os próximos períodos, segundo a companhia.
No comercial, a PRIO vendeu 45% mais petróleo na comparação anual, beneficiada pela maior produção. O preço médio realizado foi de US$ 83,50 por barril (referência Brent), embora com desconto ampliado, principalmente pelo maior peso do óleo pesado de Peregrino nas vendas.
A companhia também destacou um ambiente externo mais volátil, com aumento da oferta de petróleo pesado no início do trimestre e, posteriormente, pressão altista nos preços com a escalada das tensões no Oriente Médio.
No balanço, a PRIO reforçou a estratégia de crescimento com disciplina de capital, eficiência operacional e redução de custos, enquanto avança no desenvolvimento de novos ativos e projetos de perfuração.