Economia

Efeito Master? Banco Central avalia ser mais duro para aprovar captação de recursos

15 abr 2026, 15:49 - atualizado em 15 abr 2026, 15:49
banco central - inadimplência
(Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O Banco Central está discutindo melhorias a serem feitas neste ano em regras para captação de recursos via depósitos garantidos e deve estabelecer limites para o quanto as instituições podem alavancar esses instrumentos, afirmou nesta quarta-feira o diretor de Regulação da autarquia, Gilneu Vivan.

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Em evento organizado pela Associação Brasileira de Fintechs, Vivan disse que há um “intenso debate” sobre o tema, dados “os eventos de 2025”, sem mencionar explicitamente a liquidação do Banco Master em novembro, após graves problemas de liquidez e a venda de carteiras de empréstimos fraudulentas.

O Master havia se expandido agressivamente nos últimos anos, emitindo títulos de dívida vendidos a investidores por meio de plataformas de investimento, comercializados com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O FGC, um fundo de garantia de depósitos privado, acabou tendo que desembolsar mais de R$ 40 bilhões em coberturas após o colapso do Master, excluindo pagamentos vinculados a outras instituições ligadas ao Master que também foram fechadas pelo BC.

Vivan afirmou que a autarquia também revisará este ano as regras para distribuição de ativos financeiros, bem como a própria estrutura do sistema de garantia.

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Ele acrescentou que novas normas para combater fraudes e fortalecer a segurança cibernética também estão na agenda, após observar que as atuais restrições de recursos orçamentários estão impactando a capacidade do BC de responder a um ambiente de fraudes cada vez mais dinâmico no sistema financeiro.

Uma revisão das regulamentações de tarifas também está em foco, disse Vivan, acrescentando que, até o final do ano, o BC também espera finalizar uma regulamentação de serviços de câmbio.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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