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Etanol x Flávio Bolsonaro: Setor repudia comparação com ‘reduflação’ e diz que fala de candidato ‘desinforma’

21 ago 2026, 16:40
Candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) durante entrevista na Agrishow 2026 (Gustavo Porto/Money Times)

Entidades que representam a cadeia brasileira de etanol repudiaram, nesta sexta-feira (21), uma declaração do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que comparou a mistura de 32% de etanol à gasolina à “reduflação”, termo que une “redução” e “inflação” e consiste na prática em que um produto diminui de tamanho, peso ou quantidade para manter o preço.

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“Vai comprar um rolo de papel higiênico, que era de 40 metros, hoje tem 36. Caixa de Bis, que vinha com 20, agora vem com 16. Dúzia de ovos passou a ter dez. A gasolina virou etanol. Nem o combustível esse governo tá poupando”, afirmou o candidato na quinta-feira (20).

Em nota conjunta, Unica, Unem, Bioenergia Brasil, Feplana, Unida e Orplana informaram que a declaração de Flávio Bolsonaro “desinforma o consumidor” e desqualifica uma política de Estado desenvolvida ao longo de cinco décadas no país.

Segundo as entidades, a trajetória passa por diferentes governos e iniciativas, desde o Proálcool até o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro.

“Surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão. A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador”, relataram.

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Mais cedo, Miguel Ivan Lacerda Oliveira, ex-diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia (MME) e idealizador do RenovaBio também criticou as falas do candidato, em entrevista ao Money Times.

Setor defende mistura de etanol na gasolina

Na nota, as entidades argumentam que o etanol possui elevada octanagem e é produzido em mais de mil municípios brasileiros, além de contribuir para a geração de empregos e para a soberania energética do país.

O grupo também defendeu que a mistura atualmente vigente foi implementada a partir de critérios técnicos e destacou a atuação do governo federal, por meio do MME e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em diálogo com o setor produtivo e a indústria automotiva.

As entidades citam testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia com 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas, representativos da frota brasileira entre 1994 e 2024.

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Os ensaios foram realizados em laboratório e pista com misturas de 27%, 30% e 32% de etanol na gasolina, com acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de fabricantes e importadores de veículos e motocicletas.

Segundo a nota, os testes concluíram pela “plena viabilidade” das misturas, sem prejuízos ao desempenho dos veículos ou ao consumidor.

“O setor brasileiro de etanol seguirá defendendo, com fatos e ciência, o patrimônio energético que o Brasil construiu”, completaram as entidades.

Veja a nota na íntegra

Etanol: mais Brasil no tanque

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A UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a UNEM – União Nacional do Etanol de Milho, a Bioenergia Brasil, a FEPLANA – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, a UNIDA – União Nordestina dos Produtores de Cana e a ORPLANA – Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil repudiam a declaração do senador Flávio Bolsonaro comparando a mistura de etanol na gasolina à chamada “reduflação”. A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob governos de todas as orientações — do Proálcool ao RenovaBio e à Lei do Combustível do Futuro.

Surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão. A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador.

O etanol é combustível de elevada octanagem, produzido em mais de mil municípios brasileiros. Com ele, o consumidor recebe mais: mais desempenho, mais economia na bomba, mais empregos e mais soberania energética — o Brasil alcançou a autossuficiência nos combustíveis do ciclo Otto, que movem os veículos leves. A mistura vigente foi implementada com rigor técnico. As entidades signatárias reconhecem a condução responsável do processo pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e do Conselho Nacional de Política Energética, em diálogo permanente com o setor produtivo e a indústria automotiva. Sob essa coordenação, o Instituto Mauá de Tecnologia ensaiou 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas, representativos da frota de 1994 a 2024, em laboratório e pista, nas misturas de 27%, 30% e 32%, com acompanhamento da ANP, de fabricantes e de importadores de veículos e motocicletas. A conclusão: plena viabilidade, sem prejuízo ao desempenho ou ao consumidor.

O setor brasileiro de etanol seguirá defendendo, com fatos e ciência, o patrimônio energético que o Brasil construiu.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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