Bolsas da Europa recuam com temores com AI e petróleo próximo a US$ 110
Os índices europeus terminaram o pregão em queda, pressionadas por uma liquidação em ações de semicondutores após novos alertas sobre a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e pela disparada dos preços do petróleo para o nível próximo a US$ 110.
Nesta segunda-feira (14), o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,49%, aos 635,99 pontos.
Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com baixa de 0,76%, aos 8.117,78 pontos; o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com queda de 0,50%, aos 25.440,81 pontos.
O índice FTSE 100, de Londres, destoou dos demais índices e subiu 0,44%, aos 10.697,57 pontos, com apoio de ações de petroleiras, software e farmacêuticas.
O que movimentou a Europa hoje?
Com o cenário geopolítico ‘conturbado’ e escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, as preocupações sobre a inflação ditaram o humor dos investidores antes de decisões de juros nos Estados Unidos. Reino Unido e Japão.
Mais cedo, a dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Isabel Schnabel classificou como “bastante preocupantes” os recentes movimentos dos preços de energia.
O setor de IA também foi o destaque negativo da sessão. O presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, pediu no sábado (12) que as empresas desacelerassem os avanços nas capacidades dos modelos de IA devido a preocupações com o uso indevido, uma visão apoiada por Elon Musk, da xAI, e pelo presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman.
Em reação, Infineon, STMicroelectronics e ASML recuaram 7,9%, 6,8% e 6,2%, respectivamente, enquanto Soitec recuou 12,8% e Siltronic perdeu 9%. Siemens Energy (-8,3%) também ficou sob pressão por sua exposição a data centers.
Para estrategistas do Deutsche Bank, os alertas são um dos sinais mais claros de que há limites à velocidade com que os modelos podem avançar de forma responsável. O presidente dos EUA, Donald Trump, porém, se opôs a barreiras e “conspiração doentia” contra o setor tech, cujo subíndice do Stoxx 600 cedeu 2,1%.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters