Economia

Mercadante, do BNDES, defende novo modelo do futebol brasileiro e confirma estudos; ‘os clubes se endividam sem prudência’

14 set 2026, 14:40
Aloizio Mercadante
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante durante evento Brasil Mais Verde, 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante defendeu uma mudança no modelo de gestão dos clubes brasileiros de futebol e afirmou que o banco está estudando experiências internacionais para o setor. A declaração ocorreu durante o Seminário Brasil Hoje, realizado pelo Grupo Esfera.

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“Estamos estudando experiências internacionais para mudar o nosso modelo de gestão. Precisamos mudar o modelo. Os clubes se endividam sem prudência. Temos talento, mas falta gestão”, disse o presidente do BNDES.

A avaliação ocorre em um cenário de endividamento recorde no futebol brasileiro. Segundo levantamento da Sports Value, os 20 maiores clubes do país por receita encerraram 2025 com R$ 16 bilhões em dívidas, avanço de 16% em relação aos R$ 13,8 bilhões registrados em 2024.

O aumento aconteceu mesmo com o crescimento do faturamento. As receitas somadas alcançaram R$ 15 bilhões, alta de 36% na comparação anual. Ainda assim, o grupo registrou déficit de R$ 1,1 bilhão no exercício, de acordo com a consultoria.

O Corinthians liderou o ranking de endividamento, com R$ 2,45 bilhões, seguido por Atlético-MG, com R$ 2,29 bilhões, e Botafogo, com R$ 1,57 bilhão. Cruzeiro e Palmeiras completaram as cinco primeiras posições, ambos com aproximadamente R$ 1,15 bilhão. Os números se referem ao fechamento de 2025.

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Na declaração, Mercadante não detalhou quais experiências internacionais estão sendo analisadas nem apresentou um prazo para a conclusão dos estudos.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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