Bolsas da Europa fecham mistas à espera de acordo entre EUA e Irã
Os índices europeus encerraram o pregão desta sexta-feira (29) sem direção única com um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio no radar.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ligeira alta de 0,14%, aos 626,00 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,05%, aos 25.92,25 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve recuo de 0,16%, aos 10.409,28 pontos; e o CAC, de Paris, apresentou baixa de 0,07%, aos 8.183,34 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores europeus continuaram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Os índices ganharam tração nesta sexta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar na rede Truth Social que está reunido para “tomar uma decisão final” sobre um acordo.
Trump ainda insistiu que o Irã “deve concordar que jamais terá uma arma nuclear” e acrescentou que o Estreito de Ormuz deve ser “imediatamente aberto”.
“A paciência do mercado poderá ser testada se um acordo não for fechado até o início de junho, e isso poderá ter grandes ramificações para o preço do petróleo e para a recuperação do mercado acionário global”, disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB.
Já no front econômico, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) francês mostrou contração de 0,1% no primeiro trimestre, frustrando as projeções do mercado. O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) anual da Alemanha, por sua vez, desacelerou a 2,6% em maio, abaixo do esperado.
Os setores aeroespacial e de defesa voltaram a avançaram, com ganho de 1,2% da Airbus, enquanto a Creotech Instruments subiu mais de 4%, em meio à continuidade do rali no segmento.
O movimento acontece após um drone russo atingir um prédio residencial na Romênia, além da perspectiva de aumento nos gastos europeus com defesa.
No setor farmacêutico, a GSK recuou cerca de 1,4% mesmo após o Jefferies destacar o potencial de seu medicamento experimental contra hepatite B. Já a Bayer ficou sob pressão e cedeu 4,2% depois de o mesmo banco reiterar preocupações com as disputas judiciais da companhia nos Estados Unidos.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo