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Exclusivo: Foxbit lança plataforma de câmbio para empresas com stablecoins ‘invisíveis’ ao cliente

23 abr 2026, 6:30 - atualizado em 23 abr 2026, 7:35
Plataforma de negociação de stablecoin da Foxbit (Imagem Copilot)
Plataforma de negociação de stablecoin da Foxbit (Imagem Copilot)

A plataforma de negociação e corretora de criptomoedas (exchange) Foxbit lançou, na noite da última quarta-feira (22), o Foxbit Prime Desk, solução de câmbio internacional com stablecoin voltada a corretoras que precisam enviar recursos ao exterior com mais velocidade, menor custo e sem complexidade operacional.

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De acordo com informações enviadas com exclusividade à equipe do Crypto Times, uma corretora de câmbio já opera a solução em caráter institucional, e a expectativa é ampliar o acesso a outras plataformas nas próximas semanas.

A ideia do Prime Desk é fazer a liquidação de operações que necessitem do câmbio de reais para dólares utilizando stablecoins, as criptomoedas atreladas à moeda norte-americana.

“O Prime Desk foi desenhado para ser invisível para o cliente. A empresa envia reais no Brasil e a Foxbit executa toda a operação: conversão, liquidação via stablecoin e entrega em dólar na ponta final”, diz a plataforma.

“O Prime Desk é nossa aposta para modernizar o câmbio B2B [business to business] no Brasil. Corretoras de câmbio, importadoras, empresas com operações internacionais: todas podem substituir uma estrutura cara e lenta por uma operação única, com liquidação em minutos. A empresa coloca real. Sai dólar. Simples assim”, diz Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.

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A tecnologia está conectada diretamente aos maiores livros de ofertas globais, garantindo acesso ao melhor preço disponível no momento da operação. O resultado é a eliminação de camadas operacionais que hoje são executadas em plataformas distintas, em processos manuais e com custos acumulados ao longo da cadeia.

Movimento internacional com stablecoins

Vale destacar que os sistemas de trocas internacionais, sendo o mais famoso deles o SWIFT e praticamente o único de nível institucional, foram colocados à prova com a chegada das stablecoins.

Isso porque os mecanismos antigos são bastante lentos e caros para as remessas internacionais, algo que tem sido feito de maneira instantânea e com custo reduzido utilizando criptomoedas.

Em números, o volume global de transações com stablecoins ultrapassou US$ 4 trilhões em 2025, o que representa uma alta de 83% em relação ao período anterior, segundo dados do TRM Labs.

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O mercado de remessas internacionais do Brasil cresceu quase 12% entre o final de 2024 e meados de 2025, segundo dados do Banco Central. No segmento B2B, os volumes são ainda mais expressivos: só o maior banco exclusivo de câmbio do país movimentou US$ 67,8 bilhões em 2024.

No Brasil, o cenário é ainda mais expressivo: 90% de todo o fluxo de criptomoedas do país já passa por stablecoins, conforme declarou o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, em fevereiro de 2025.

Em linha com a regulação

Por falar no Banco Central, a plataforma da Foxbit já nasce em acordo com o novo marco regulatório da autarquia. Em novembro de 2025, o BC publicou as Resoluções 519, 520 e 521, que entram em vigor de forma escalonada ao longo de 2026.

Especificamente a Resolução 521 enquadra operações com stablecoins dentro das regras cambiais brasileiras, exigindo identificação das partes, rastreabilidade e contraparte institucional autorizada pelo Bacen.

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Com o novo marco regulatório do Bacen e a crescente pressão por eficiência operacional, a tendência é de migração estrutural. Pesquisa independente da BVNK com 4.600 usuários em 15 países, publicada em 2026, aponta que transferências via stablecoin custam em média 40% menos do que canais de remessa tradicionais.

Por fim, neste primeiro momento, o Prime Desk opera com liquidação em dólar e está disponível para um grupo seleto de clientes institucionais. A expansão para novas moedas, incluindo euro e iene, está prevista nos próximos ciclos de desenvolvimento.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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