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Strategy faz primeira venda de Bitcoin (BTC) de sua história no valor de US$ 2,5 milhões e criptomoeda aprofunda queda

01 jun 2026, 10:13 - atualizado em 01 jun 2026, 10:13
Michael Saylor, presidente do Conselho de Administração da Strategy (ex-Microstrategy) (Imagem Montagem Money Times)
Michael Saylor, presidente do Conselho de Administração da Strategy (ex-Microstrategy) (Imagem Montagem Money Times)

A empresa de tesouraria de Bitcoin (BTC) Strategy (antiga Microstrategy) vendeu 32 BTC por aproximadamente US$ 2,5 milhões, a um preço médio de US$ 77.135 por BTC, entre 26 e 31 de maio, de acordo com um documento enviado à SEC, a CVM dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (1º).

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Esta é a primeira vez que a Strategy vende bitcoin desde dezembro de 2022, quando a empresa se desfez de 704 BTC, segundo o analista on-chain Ai Yi.

No entanto, a companhia teria comprado 810 BTC apenas dois dias após a venda, a um preço menor, em uma operação de realização de prejuízo fiscal (tax loss trade). Segundo a empresa, os recursos obtidos com a venda dos bitcoins deverão ser utilizados para financiar distribuições de dividendos aos detentores de ações preferenciais.

Após a venda, a Strategy passou a deter um total de 843.706 BTC — avaliados em cerca de US$ 61 bilhões — adquiridos a um preço médio de US$ 75.699 por unidade, com custo total aproximado de US$ 63,9 bilhões, incluindo taxas e despesas.

Após o anúncio, a maior criptomoeda do mundo passou a operar em queda de 2,3%, negociada na casa dos US$ 72.057 por volta das 9h55.

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As participações remanescentes da Strategy representam mais de 4% da oferta máxima fixa de 21 milhões de bitcoins e carregam uma perda não realizada de aproximadamente US$ 2,9 bilhões aos preços atuais.

Venda de Bitcoin (BTC) da Strategy

A venda dos Bitcoins já era esperada pelo mercado. Dados on-chain da Arkham Intelligence mostrarem que a Strategy movimentou cerca de 411,6 BTC de sua conta de custódia na Coinbase Prime para um endereço de carteira fria na plataforma em 28 de maio.

Além disso, executivos da companhia haviam afirmado durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026 que poderiam vender parte das reservas para financiar os dividendos da STRC, a ação preferencial perpétua criada para manter valor nominal de US$ 100 e oferecer altos rendimentos aos investidores.



Michael Saylor, presidente do Conselho de Administração da empresa e que iniciou a estratégia de acúmulo da criptomoeda, explicou na ocasião que a venda ajudaria, no longo prazo, a Strategy a comprar mais bitcoin do que venderia para cobrir os dividendos da STRC.

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Ele também observou que a posição atual da empresa exige que o bitcoin se valorize cerca de 2,3% ao ano para que as reservas existentes sejam suficientes para cobrir indefinidamente as obrigações de dividendos da STRC, sem necessidade de vender ações ordinárias.

Em entrevistas adicionais, Saylor tranquilizou investidores ao afirmar que a empresa pretende comprar entre 10 e 20 bitcoins para cada unidade vendida. Segundo ele, sua famosa declaração de “nunca vender” significava que os investidores deveriam ser acumuladores líquidos de bitcoin.

No entanto, o valor das ações desse grupo continua significativamente abaixo dos picos registrados no verão de 2025. A própria MSTR, por exemplo, acumula queda de cerca de 65% desde então, à medida que investidores demonstram preocupação crescente com a relação entre valor de mercado e valor patrimonial líquido da Strategy, além dos diversos programas de aquisição de bitcoin da companhia.

O indicador mNAV da empresa está atualmente em 0,97, segundo a Bitcoin Treasuries. Vale lembrar que o mNAV é uma métrica utlizada pelas Bitcoin Treasury Companies para avaliar a geração de valor a partir do BTC em caixa.

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Quando o indicador fica abaixo de 1, é um sinal para os investidores de que a empresa não está conseguindo extrair o valor das reservas.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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