Juros

Expectativas de alta dos juros pelo Fed recuam após dados de inflação mais fracos que o esperado

14 jul 2026, 10:48 - atualizado em 14 jul 2026, 10:58
(Imagem: iStock/ Darren415)

Parece até déjà vu da semana passada, quando o Brasil recebeu dados mais benignos da inflação, mas desta vez aconteceu na economia norte-americana. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos recuou 0,4% no mês de junho, sendo a maior queda mensal desde abril de 2020.

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Com isso, os operadores de mercado reduziram as expectativas para alta nas taxas de juros dos EUA. De acordo com a ferramenta CME FedWatch, 41,7% das apostas apontavam para um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na próxima reunião do Fed. Agora, este número caiu para 16,6%.

A expectativa para a manutenção no atual patamar de 3,50% a 3,75% ao ano, portanto, subiu de 58,3%, antes dos dados de inflação, para 83,4% após a divulgação do índice.

A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,5%, um recuo em relação ao acumulado anula anterior de 4,2%. Apesar disso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

O recuo no CPI se deve principalmente ao índice de energia, que recuou 5,7% em junho. O índice da gasolina diminuiu 9,7% no mês e o índice de eletricidade caiu 1,0% em junho.

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O tom mais benigno foi motivado pelo mesmo fator visto aqui no Brasil: a queda mais rápida do que o esperado nos preços do petróleo.

Para William Castro, estrategista-chefe da Avenue, os números de fato trouxeram um alívio, principalmente quando se olha o núcleo da inflação, que desconsidera a variação do índice de energia que foi o grande fator positivo. No entanto, ele considera improvável que apenas esse dado mude a interpretação do Federal Reserve sobre a trajetória dos juros.

“O banco central segue inclinado a elevar a taxa básica de juros depois de manter um tom duro sobre a necessidade de controlar a inflação”, avaliou Castro.

Novo momento de incerteza no radar

Vale destacar também que os últimos dias foram marcados por novas tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã, que limitaram a passagem no Estreito de Ormuz e fizeram com os preços do petróleo voltassem a disparar e as preocupações entrassem novamente no radar.

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Na última semana, o contrato futuro do Brent chegou a subir mais de 15%, alcançando os US$ 85,85, patamar ainda distante dos US$ 100 vistos anteriormente, mas acima do cenário base de US$ 80 projetado pelos bancos.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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