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Vale (VALE3) nega negociações para recompra de minas em Corumbá dos irmãos Batista

14 jul 2026, 11:16 - atualizado em 14 jul 2026, 11:17
Logotipo da Vale 7 de agosto de 2017 REUTERS/Ricardo Moraes
Logotipo da Vale (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

A Vale (VALE3) negou qualquer investimento relacionado a um complexo de minas em Corumbá (MS), após a repercussão de uma suposta negociação sigilosa para a recompra do ativo.

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Em nota, a companhia afirmou que regularmente avalia regularmente oportunidades de investimento linhadas às suas prioridades estratégicas, mas descartou qualquer operação envolvendo o local.

A empresa acrescentou também que as decisões quanto à alocação de capital seguem um rigoroso processo de avaliação, e que são tomadas de acordo com as suas políticas e regras de governança.

As minas em questão haviam sido vendidas pela Vale para a J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em 2022. No entanto, o conjunto se tornou alvo de polêmica no conselho da mineradora após uma visita de alguns de seus principais integrantes.

Entenda o caso

Segundo publicação do jornal O Globo, em maio deste ano, alguns integrantes da Vale — como o então presidente do conselho Daniel Stieler, o conselheiro Manoel Lino Oliveira (“Ollie“), e outros executivos — se reuniram com os irmãos Batista e fizeram uma visita às minas, conhecidas como Sistema Centro-Oeste.

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Depois do encontro, Ollie enviou um e-mail confidencial a alguns dos líderes presentes, elogiando o projeto sob a liderança dos irmãos e sugerindo que fosse estudada uma joint venture entre a Vale e a J&F.

No entanto, os demais membros do conselho só tomaram conhecimento do encontro e da visita a Corumbá quase dois meses depois, quando o e-mail foi vazado por Stieler. Isso não só levantou dúvidas sobre a falta de transparência interna como também evidenciaria falhas de governança na companhia, segundo o próprio Ollie.

A controvérsia ocorre justamente em meio ao processo de escolha de um novo presidente do conselho de administração da Vale, em um ambiente de disputas internas e influência de grandes acionistas. A eleição está marcada para 22 de julho, durante assembleia de acionistas da companhia.

*Sob supervisão de Juliana Américo

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
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