FIIs de lajes corporativas seguem descontados na bolsa, aponta Itaú BBA; veja os favoritos
O Itaú BBA avalia que os fundos imobiliários de lajes corporativas seguem entre os mais descontados do IFIX e mantém recomendação de compra para seis ativos do segmento: PVBI11, RBRP11, RCRB11, KNRI11, TEPP11 e TOPP11.
Em relatório, o banco destacou que, apesar de os fundamentos da categoria seguirem em um ciclo favorável, alguns FIIs de escritórios ainda enfrentam desafios operacionais, o que a ajuda a explicar o desempenho inferior em relação a outros setores.
Segundo a instituição, enquanto o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) acumula valorização de 3,7% em 2026, os fundos de lajes comerciais apresentam performance menor, com alta de 2,4%.
“O baixo dividendo médio dos FIIs de escritórios, que está inferior aos demais fundos, também ajuda a explicar o mau humor do mercado. Por isso, esses ativos seguem como os mais descontados do IFIX”, disse a casa.
A avaliação é a de que mesmo com o início dos cortes de juros, a política monetária deve permanecer em patamar restritivo por mais tempo, mantendo elevado desconto e o custo de oportunidade para os investidores.
Recuperação = ganho de capital
Para o banco, os fundos imobiliários de escritórios continuam sendo uma tese voltada para ganho de capital. Isso porque, entre os principais mercados monitorados — São Paulo e Rio de Janeiro —, o setor segue apontando para uma única direção: recuperação.
Na capital paulista, a instituição aponta que a taxa de vacância do segmento recuou para 15,1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26), renovando a mínima histórica recente.
“Quando analisamos as regiões premium da cidade, como Itaim Bibi, Faria Lima, JK, Vila Olímpia e Paulista, o desempenho é ainda melhor, com redução moderada da vacância, de 9,2% para 7,5%”, afirmou o BBA.
“Já nos demais bairros, este número também apresentou redução, de 1,33 ponto porcentual, levando a taxa de vacância para 19,6%”, prosseguiu.
‘O pior ficou para trás’
De acordo com o Itaú BBA, o mercado de lajes corporativas em São Paulo viveu um momento bastante interessante entre o terceiro trimestre de 2016 (3T16) e o início de 2020, período em que a absorção líquida superou a entrega de novos espaços.
A partir daí, porém, as consequências da pandemia começaram a aparecer. Foram registradas absorções líquidas negativas relevantes nos meses subsequentes e entrega de novo estoque, combinação que impactou fortemente a vacância, que teve seu pico registrado no terceiro trimestre de 2021, quando encostou nos 25%.
“O pior parece ter ficado para trás, e a curva da taxa de vacância segue em tendência de queda”, afirmou o banco.
Diante desse cenário, o BBA afirma manter preferência pelas regiões premium de São Paulo, avaliando que essas localidades seguem apresentando indicadores mais resilientes e atrativos.
Apesar disso, destaca a recuperação gradual observada também em outros bairros, impulsionada pela migração de empresas das áreas mais valorizadas da cidade.
“Seguimos observando melhora dos indicadores das regiões secundárias da capital paulistana, com redução de vacância e alta no preço médio pedido. Avaliamos que essa tendência deva se manter, permitindo que fundos imobiliários que possuem ativos nestas regiões se beneficiem.”