Banco Central

Fraude do consignado: aprenda a blindar seu CPF e barrar empréstimos falsos

30 jun 2026, 9:28 - atualizado em 30 jun 2026, 9:28
Hacker observa telas de computadores. Sobre a mesa, diversos documentos para a aplicação de golpes e fraudes.
Hacker utiliza documentos e cartões de crédito para aplicar golpes.

A expansão do mercado de crédito digital acelerou transações, mas também sofisticou a ação de quadrilhas especializadas em fraudes e golpes. Relatórios recentes do Banco Central (BC) revelam uma onda de contratações e alterações de empréstimos consignados sem o consentimento das vítimas, resultando em retenções diretas sobre folhas de pagamento e aposentadorias.

Como funciona a fraude e os sinais de alerta

Nessa categoria de golpe, estelionatários se apropriam de credenciais como CPF, registros do INSS e dados cadastrais para forjar assinaturas e abrir contas. O acesso a essas informações ocorre por vazamentos massivos na internet, engenharia social, comércio clandestino de listagens ou invasões de smartphones e e-mails.

De posse do perfil financeiro do cidadão, os criminosos simulam operações legítimas junto a correspondentes e instituições financeiras. O cliente lesado costuma notar a ação apenas quando identifica desfalques na conta ou se depara com um depósito de origem desconhecida.

Fique atento se receber mensagens eletrônicas ou avisos confirmando transações e contratos financeiros que você jamais solicitou. Outro forte indício de fraude são as retenções sem origem identificada, como descontos frequentes no contracheque ou reduções inexplicáveis no montante líquido recebido.

Por fim, desconfie imediatamente de qualquer portabilidade involuntária, caracterizada por modificações repentinas de instituição bancária credora, taxas de juros ou extensão do parcelamento sem o seu consentimento.

Proteção preventiva e o que fazer em caso de golpe

Para evitar o problema, evite compartilhar imagens de documentos, senhas ou códigos autenticadores temporários por chamadas, aplicativos de mensagens ou links externos. Mantenha uma rotina de auditoria nos seus demonstrativos e holerites pelos canais digitais do governo ou do seu banco.

Configure notificações instantâneas no celular para acusar qualquer alteração cadastral ou movimentação financeira atípica em tempo real. Além disso, consulte a plataforma “Encontre uma instituição” no site do órgão regulador para validar a credibilidade da empresa antes de fechar negócios.

Se houver indício de fraude, notifique a ouvidoria da instituição que originou o desconto para travar novos débitos. Requeira as mídias de contratação e as vias dos papéis assinados. Formalize um Boletim de Ocorrência com os comprovantes e logs reunidos e acione o INSS e o portal Consumidor.gov.br.

Para estancar vulnerabilidades, acione o dispositivo BC PROTEGE+ no ambiente virtual do Banco Central para travar a abertura de novas contas digitais sob o seu CPF. Para auditar pendências anteriores e verificar vínculos financeiros, recorra ao sistema Registrato, também gerido pelo BC.

CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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