Fundos Imobiliários

Fundo imobiliário reavalia imóveis e registra valorização de R$ 23,8 milhões no portfólio

03 jul 2026, 9:14 - atualizado em 03 jul 2026, 9:15
imóveis FIIs fundos imobiliários (Imagem: watchara ritjan/istock)
Fundo imobiliário reavalia imóveis e registra valorização de R$ 23,8 milhões no portfólio (Imagem: watchara ritjan/istock)

O fundo imobiliário BB Premium Malls (BBIG11) anunciou, por meio de fato relevante, que os imóveis que compõem o seu portfólio foram reavaliados a mercado com data-base de 30 de junho de 2026.

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Segundo o comunicado, a remarcação resultou em um impacto positivo de R$ 23,8 milhões nos valores dos empreendimentos, o equivalente à variação de aproximadamente 1,91% em relação ao registrado no dia anterior.

Atualmente, a carteira do fundo é composta por participações em três shopping centers — Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul —, além de aplicações em títulos públicos e cotas do XPML11, outro veículo do mesmo segmento.

A reavaliação, cabe ressaltar, é uma prática comum entre os FIIs e busca atualizar os preços dos imóveis, refletindo atuais condições de mercado e garantindo transparência aos investidores.

Menor dividendo de sua história

No início da semana, o BBIG11 anunciou que pagará R$ 0,02 por cota em dividendos no próximo dia 15 de julho, no menor valor repassado desde o início de suas operações, em abril de 2024.

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Na comparação com a distribuição do mês anterior, que somou R$ 0,07 por papel, o rendimento sofreu uma queda de aproximadamente 71%.

O novo pagamento tem como referência os resultados apurados pelo FII em junho, que ainda não foram divulgados, e a data-base, ou seja, o último dia de negociação “com” direito ao provento, foi na terça-feira (30).

Por que o dividendo caiu?

Segundo a BB Asset, administradora e gestora do fundo, a redução do dividendo decorre de “despesas extraordinárias e não recorrentes” que impactaram o resultado do período.

De acordo com a casa, que ainda não informou quais foram os gastos, esses dispêndios, porém, não devem influenciar os números dos próximos meses.

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“Importante destacar que não há alteração da estratégia de investimentos, política de gestão ou qualidade dos ativos integrantes da carteira. A BB Asset reforça que as despesas mencionadas possuem caráter pontual, não afetando os próximos exercícios”, afirmou em comunicado divulgado ao mercado.

“A BB Asset segue comprometida com a gestão diligente dos recursos e com a transparência na prestação de informações aos seus cotistas. Mais informações serão disponibilizadas no relatório gerencial de junho”, acrescentou.

O que mostrou o último relatório do fundo

Em maio, o BBIG11 apurou R$ 5,9 milhões em receitas imobiliárias, provenientes do desempenho dos shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul.

Na ocasião, o veículo registrou também R$ 1,08 milhão em ganhos financeiros, referentes a juros de operações e rendimentos de aplicações.

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Já as despesas financeiras, por sua vez, somaram R$ 5,2 milhões, refletindo, segundo o próprio fundo, juros e amortizações dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estruturados para antecipação dos recebíveis dos shoppings.

Nesse contexto, a gestão explicou, ainda em maio, que a distribuição havia sido mantida em R$ 0,07 por cota para ficar em linha com o aumento pontual das despesas, com o processo de redução da alavancagem e com o ganho de capital previsto para ocorrer gradualmente ao longo do primeiro semestre de 2026.

No acumulado dos últimos 12 meses, o BBIG11 repassou R$ 0,94 por cota em dividendos aos seus cotistas, o equivalente a um dividend yield (DY) de 13,7% no período, conforme dados do Clube FII.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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