Fundo imobiliário reavalia imóveis e registra valorização de R$ 23,8 milhões no portfólio
O fundo imobiliário BB Premium Malls (BBIG11) anunciou, por meio de fato relevante, que os imóveis que compõem o seu portfólio foram reavaliados a mercado com data-base de 30 de junho de 2026.
Segundo o comunicado, a remarcação resultou em um impacto positivo de R$ 23,8 milhões nos valores dos empreendimentos, o equivalente à variação de aproximadamente 1,91% em relação ao registrado no dia anterior.
Atualmente, a carteira do fundo é composta por participações em três shopping centers — Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul —, além de aplicações em títulos públicos e cotas do XPML11, outro veículo do mesmo segmento.
A reavaliação, cabe ressaltar, é uma prática comum entre os FIIs e busca atualizar os preços dos imóveis, refletindo atuais condições de mercado e garantindo transparência aos investidores.
Menor dividendo de sua história
No início da semana, o BBIG11 anunciou que pagará R$ 0,02 por cota em dividendos no próximo dia 15 de julho, no menor valor repassado desde o início de suas operações, em abril de 2024.
Na comparação com a distribuição do mês anterior, que somou R$ 0,07 por papel, o rendimento sofreu uma queda de aproximadamente 71%.
O novo pagamento tem como referência os resultados apurados pelo FII em junho, que ainda não foram divulgados, e a data-base, ou seja, o último dia de negociação “com” direito ao provento, foi na terça-feira (30).
Por que o dividendo caiu?
Segundo a BB Asset, administradora e gestora do fundo, a redução do dividendo decorre de “despesas extraordinárias e não recorrentes” que impactaram o resultado do período.
De acordo com a casa, que ainda não informou quais foram os gastos, esses dispêndios, porém, não devem influenciar os números dos próximos meses.
“Importante destacar que não há alteração da estratégia de investimentos, política de gestão ou qualidade dos ativos integrantes da carteira. A BB Asset reforça que as despesas mencionadas possuem caráter pontual, não afetando os próximos exercícios”, afirmou em comunicado divulgado ao mercado.
“A BB Asset segue comprometida com a gestão diligente dos recursos e com a transparência na prestação de informações aos seus cotistas. Mais informações serão disponibilizadas no relatório gerencial de junho”, acrescentou.
O que mostrou o último relatório do fundo
Em maio, o BBIG11 apurou R$ 5,9 milhões em receitas imobiliárias, provenientes do desempenho dos shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul.
Na ocasião, o veículo registrou também R$ 1,08 milhão em ganhos financeiros, referentes a juros de operações e rendimentos de aplicações.
Já as despesas financeiras, por sua vez, somaram R$ 5,2 milhões, refletindo, segundo o próprio fundo, juros e amortizações dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estruturados para antecipação dos recebíveis dos shoppings.
Nesse contexto, a gestão explicou, ainda em maio, que a distribuição havia sido mantida em R$ 0,07 por cota para ficar em linha com o aumento pontual das despesas, com o processo de redução da alavancagem e com o ganho de capital previsto para ocorrer gradualmente ao longo do primeiro semestre de 2026.
No acumulado dos últimos 12 meses, o BBIG11 repassou R$ 0,94 por cota em dividendos aos seus cotistas, o equivalente a um dividend yield (DY) de 13,7% no período, conforme dados do Clube FII.