Ibovespa avança após produção industrial fraca; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)
O Ibovespa (IBOV) sobe após a produção industrial mais fraca em maio, em dia de mercados norte-americanos fechados, o que tende a aumentar a volatilidade do índice e da dólar.
Por volta de 10h11 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,35%, aos 173.389,43 pontos.
O dólar à vista opera em baixa ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda recuava a R$ 5,1795 (-0,55%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,07%, aos 100.792 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (3)
1 – Produção industrial
A produção industrial caiu 0,2% em maio na comparação com abril, abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,2%. As estimativas iam de queda de 0,3% a alta de 1,0%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com maio de 2025, a indústria avançou 0,2%, também abaixo da estimativa intermediária de 1,2% da pesquisa da Broadcast.
Na avaliação do economista Matheus Pizzani, do PicPay, o desempenho da produção industrial de maio reforça a perspectiva de que a atividade tende a desacelerar de maneira mais acentuada no segundo trimestre do ano.
“Passado o momento de maior dinamismo, que ocorreu nos primeiros meses do ano e foi reflexo de fatores majoritariamente pontuais, a retomada de progatonismo de condicionantes como a taxa de juros e a inflação mais elevada, especialmente no caso dos industriais, suportam esta perspectiva de que o ritmo de crescimento da demanda tende a ser mais brando nos próximos meses”, explica Pizzani.
O PicPay segue com projeção de crescimento de 1,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
2 – Sancionados por suposto elo com o PCC
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra brasileiros sancionados pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), disseram duas fontes com conhecimento do assunto.
A secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, uma das sancionadas pelo governo dos EUA, foi presa pela PF, segundo as fontes. Já o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, outro sancionado e também alvo da operação, está foragido, segundo uma das fontes.
A defesa de Shimada não respondeu imediatamente a um pedido de comentário após a operação desta sexta-feira. Em um comunicado na quinta-feira, a defesa negou qualquer envolvimento com organização criminosa ou lavagem de dinheiro.
De acordo com uma das fontes, a operação vinha sendo planejada antes da sanção imposta pelo governo norte-americano, mas teve que ser acelerada após o anúncio das sanções pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, no dia 1º de julho.
3 – Sobretaxação dos EUA
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) anunciou que irá abrir na próxima segunda-feira (6) uma audiência pública sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974.
A ferramenta tem sido usada pelo governo dos EUA para investigar e punir práticas comerciais estrangeiras consideradas injustas ou prejudiciais às empresas norte-americanas. A audiência ocorrerá na Comissão de Comércio Internacional dos EUA, em Washington, a partir das 9h (horário de Brasília).
Em comunicado, o USTR afirma que a proposta de ação é uma resposta da investigação da Seção 301 a respeito de atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas “injustas e preferenciais”, aplicação de medidas anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, e desmatamento ilegal.
No cronograma dos painéis da audiência constam como participantes o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Andressa Silva, da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), e Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), entre outros.
4 – Comando do BCE
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que ainda é possível que ela deixe o cargo antes do fim de seu mandato, no final de 2027, para se envolver na política francesa, mas que concorrer às próximas eleições presidenciais da França não está “no momento” em seus planos.
Respondendo a uma pergunta do jornal francês Les Échos sobre se ela descartaria a possibilidade de deixar o cargo antecipadamente, talvez para participar da política francesa, ela disse: “É possível. Acredito que uma voz europeia precisa ser ouvida no debate presidencial francês.”
Lagarde já havia minimizado rumores sobre renúncia, dizendo que o capitão de um navio não abandonaria o comando em tempos turbulentos, enquanto a inflação disparava devido ao aumento do preço do petróleo provocado pela guerra no Irã. Ela afirmou na ocasião que sua posição inicial era permanecer no cargo até o término de seu mandato, no final de outubro de 2027.
Embora não tenha repetido essa afirmação, ela pareceu descartar a possibilidade de concorrer às eleições francesas em 2027.
Quando questionada se apoiaria um candidato ou se concorreria ela própria, ela disse inicialmente: “Vou refletir sobre isso”, e em seguida acrescentou: “Estou brincando. Não acho que isso esteja na agenda no momento.”
5 – Conflito no Oriente Médio
Os mercados ainda avaliam com cautela as negociações entre Estados Unidos e Irã, sem avanços nos últimos dias, visto que os dois países estão em um impasse sobre pontos considerados cruciais nas tratativas de paz: inspeções à infraestrutura nuclear iraniana e a implementação de um pedágio no Estreito de Ormuz para a passagem de embarcaços.
Por volta de 10h00 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro recuavam 0,32%, a US$ 71,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto caíam 0,55%, a US$ 68,31 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo