Eleições 2026

Desembargador revisa decisão e libera pesquisa Real Time Big Data para governo e Senado em Alagoas; veja os números

03 jul 2026, 9:31 - atualizado em 03 jul 2026, 9:51
Desembargador do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas revisa decisão e libera pesquisa (Divulgação/TRE-AL)

O desembargador Mauricio Cesar Breda Filho, do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), liberou a divulgação da pesquisa eleitoral realizada pela Real Time Big Data sobre as intenções de voto para governador e senador no Estado nas eleições de 2026. A medida, publicada nesta sexta-feira, revisa a decisão do próprio magistrado, tomada na quarta-feira (1), que, em liminar, suspendia o levantamento.

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Breda Filho é o relator da representação apresentada pela Federação PSDB-Cidadania, que questionou a regularidade metodológica do levantamento do Instituto registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-02519/2026.

Segundo a ação, a pesquisa deixou de incluir na lista estimulada para o Senado o nome da senadora Eudócia Caldas (PSDB-AL), apontada como pré-candidata à reeleição. Ela é mãe de João Henrique Caldas, o JHC, (PSDB), pré-candidato ao governo local, que foi incluído no levantamento para a disputa estadual.

Para a federação PSDB-Cidadania, a ausência da parlamentar comprometeria a fidelidade do retrato eleitoral e poderia favorecer indevidamente outros nomes apresentados aos entrevistados.

No recurso, a Real Time Big Data sustentou que a obrigatoriedade de inclusão de todos os postulantes na lista estimulada de pesquisas eleitorais somente se inicia a partir da publicação dos editais de registro de candidaturas, conforme o artigo 3º da resolução 23.600, de 2019, do TSE.

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O instituto informou que no período de pré-campanha “as postulações possuem caráter informal e dinâmico, de modo que a empresa de pesquisa não tem condições de saber previamente todos os pré-candidatos e as nuances políticas apresentadas”, informou.

Na decisão, o desembargador cita a resolução do TSE e avaliar que a pesquisa foi realizada em período pré-convencional, “momento no qual inexistem candidaturas formalizadas ou definitivas perante a Justiça Eleitoral” e admite que “nesse cenário de pré-campanha, as articulações políticas são marcadas por extrema fluidez, indefinições e arranjos partidários constantes”.

Breda Filho informa que, conforme ponderado pela Real Time Big Data, “a empresa de pesquisa não dispõe de meios técnicos ou condições fáticas para prever ou conhecer todos os pré-candidatos e as nuances políticas locais” para sustentar a decisão de tornar sem efeito a liminar concedida para suspender o levantamento. “Por conseguinte, autorizo a livre divulgação dos resultados da pesquisa eleitoral registrada”, informa.

“O bom senso imperou”, disse ao Money Times Lucas Thut Sahd, diretor-executivo da Real Time Big Data, após a decisão do desembargador.

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Pesquisa mostra desafios para políticos tradicionais

Dados da pesquisa mostram que políticos tradicionais de dois clãs de Alagoas enfrentam dificuldades nas disputas locais ao governo e o Senado. Para o governo, o senador e ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB) aparece empatado com o JHC, ambos com 46%, em um cenário de primeiro turno com apenas dois nomes.

Brancos e nulos somam 5% e 3% dos alagoanos entrevistados não responderam ou não souberam responder.

Ao Senado, sem a inclusão de Eudócia Caldas (PSDB), e no consolidado dos dois votos que o eleitor terá, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL) aparece com 24% das intenções de voto e o senador Renan Calheiros tem 22%, em segundo. Eles são seguidos pelo ex-deputado estadual Davi Davino (Republicanos), com 18% e pelo deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), em quarto lugar, com 16%.

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Dr. Wanderley (MDB) tem 7%, Ítalo Bonja (DC) aparece com 1%, nulos e brancos somam 5% e outros 7% não souberam ou não responderam à pesquisa para a disputa ao Senado que elegerá dois políticos este ano.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre segunda-feira (29) e terça-feira (30), a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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