Fundos Imobiliários

Fundos imobiliários (FIIs) reduzem endividamento em 2026, mas um segmento foge à regra

15 set 2026, 9:05
Fundos imobiliários FIIs (Imagem: cherdchai chawienghong/ istockphoto) ID da foto: 2193626844
Fundos imobiliários (FIIs) reduzem endividamento em 2026, mas um segmento foge à regra (Imagem: cherdchai chawienghong/ istockphoto)

Depois de acender um alerta entre os cotistas em 2025, o endividamento dos fundos imobiliários perdeu força em 2026. A alavancagem dos FIIs de tijolo que integram o IFIX, principal índice da indústria na B3, recuou — embora um setor seja exceção à regra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um levantamento do BTG Pactual mostrou que a relação entre dívida líquida e fluxo de caixa provenientes das operações (FFO) da classe passou de 2,1 vezes, no ano passado, para 1,4 vez, em 2026.

O índice avalia o tempo que o fundo levaria para cobrir as dívidas caso mantivesse o fluxo de caixa constante.

Em 2025, o indicador havia mostrado uma tendência de alta, ficando acima do patamar de 1,9 vez registrado em 2024 e acendendo um alerta no mercado.

Além da queda do índice dívida líquida/FFO, a relação da média ponderada entre dívida total e ativo total também recuou, passando de 15%, em 2025, para aproximadamente 13%, em 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Caio Araujo, analista da Empiricus Research, a queda dos indicadores foi impulsionada por uma série de fatores, como o momento operacional saudável dos portfólios dos FIIs.

O especialista avalia que a continuidade desse cenário positivo gera um aumento gradual do FFO.

O custo de captação elevado também reduziu a emissão de dívidas no geral. “O aumento no volume de ofertas de FIIs no último um ano e meio, seja com pagamento em dinheiro ou por troca de cotas, naturalmente reduz a dívida por ativo”, afirmou Araujo ao Seu Dinheiro, portal parceiro do Money Times.

Para o especialista, a queda da alavancagem representa um ajuste de risco na estrutura de capital dos fundos. Vale lembrar que, em meio aos juros ainda em patamares restritivos, a redução do endividamento é sempre bem-vinda.

A alavancagem por segmento dos FIIs

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os segmentos que reduziram a alavancagem, os fundos de galpões logísticos foram destaque.

Segundo o levantamento, de 2024 para o primeiro semestre de 2026, a relação dívida por ativo recuou de 15,8% para 11,8% na média. Já a relação dívida líquida/FFO caiu de 2,0 vezes para 1,7 vez.

Matheus Oliveira, analista do BTG Pactual, e Araujo avaliam que o movimento foi favorecido pelo bom momento operacional do setor logístico.

Enquanto isso, um outro segmento vai na direção oposta e avança no nível de endividamento: os FIIs de shopping centers.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O relatório mostrou que esses fundos ampliaram a alavancagem média, com a relação dívida por ativo avançando de 16,5% para 19,5%, enquanto o índice dívida líquida/FFO foi de 2,2 vezes para 3,3 vezes.

De acordo com os analistas, a diferença na trajetória da alavancagem de cada segmento reflete as estratégias distintas de cada uma.

“Enquanto alguns fundos realizaram emissões de cotas ou venderam ativos para reforçar a estrutura de capital, outros ampliaram o uso de dívida para financiar novas aquisições e expansão de portfólio”, afirmaram os especialistas em documento.

Porém o levantamento indica que, em lajes corporativas e shoppings, o endividamento é concentrado em poucos FIIs.

De olho no indexador e no caminho à frente

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No perfil da dívida, o IPCA (inflação) permanece como o indexador predominante, representando 67% do estoque. Já os ativos atrelados ao CDI representam 30%.

Contudo, para os especialistas, o aumento recente da parcela pós-fixada elevou a sensibilidade das despesas financeiras dos FIIs aos juros de curto prazo.

Para os próximos meses, os analistas esperam que a gestão dos passivos permaneça no centro das estratégias dos fundos imobiliários. Isso porque o ambiente segue marcado por juros elevados e alto custo da dívida.

“Nesse contexto, novas vendas e reciclagens de ativos podem continuar como instrumentos para reforçar o caixa, reduzir a alavancagem e honrar compromissos financeiros, sobretudo entre os fundos com maior volume de obrigações no curto e médio prazo”, afirmaram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar