Vale (VALE3), Kepler Weber (KEPL3), Telefônica Brasil (VIVT3) e outros destaques corporativos desta terça-feira (15)
A ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) contra a Vale (VALE3), a queda das ações e a recomendação de venda para a Kepler Weber (KEPL3) e os juros sobre o capital próprio da Telefônica Brasil (VIVT3) são alguns dos principais destaques desta terça-feira (15).
Confira os destaques corporativos
MPF aciona Vale (VALE3) por extravasamento na Mina de Viga (MG) e demanda auditoria independente
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra a Vale (VALE3), a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o governo de Minas Gerais para reparação de danos ambientais causados pelo extravasamento de água e sedimentos na mina de Viga, em Congonhas (MG), em janeiro de 2026.
O MPF pede a contratação de auditoria técnica independente, custeada pela Vale e sem conflito de interesses, para atuar no acompanhamento ambiental e na segurança operacional do local. A ação foi ajuizada no último dia 9.
“Um evento que provocou o extravasamento de estruturas da mina e o transporte de sedimentos para os cursos de água exige o acompanhamento por auditoria técnica independente, para avaliar a segurança das medidas adotadas e a adaptação das instalações a chuvas intensas”, afirma o procurador da República Eduardo Henrique de Almeida Aguiar, autor da ação.
Kepler Weber (KEPL3) em queda: Citi faz alertas e reitera recomendação de venda
O Citi cortou em 12% a projeção de lucro líquido da Kepler Weber (KEPL3) para 2027, para R$ 85 milhões, diante de perspectivas ainda frágeis para as receitas e margens do negócio brasileiro de armazenagem de grãos.
O banco manteve a recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 5,60. O valor representa um potencial de queda de 15,2% em relação à cotação de R$ 6,60 considerada na análise, de 14 de setembro.
Além do lucro, o Citi reduziu em 5% a estimativa de receita líquida para 2027, para R$ 1,497 bilhão. A projeção de Ebitda recuou 8%, para R$ 161 milhões, com margem de 10,7%.
A cautela reflete uma combinação de maior concorrência, incerteza sobre a disponibilidade de financiamento ao setor e expectativa de normalização das margens após três anos de retornos elevados.
Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio
A Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou nesta segunda-feira (14) a distribuição de R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), conforme decisão do conselho de administração.
O valor bruto corresponde a R$ 0,15646482856 por ação. Com a retenção padrão de 17,5% de Imposto de Renda, o montante líquido será de R$ 412,5 milhões, equivalente a R$ 0,12908348356 por papel.
Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia ao final de 25 de setembro de 2026. Após essa data, as ações serão negociadas na condição de “ex-juros”, sem direito ao pagamento anunciado.
O pagamento ocorrerá até 30 de abril de 2027, em data a ser definida pela diretoria.
Multiplan (MULT3) distribuirá R$ 120 milhões em JCP
A Multiplan (MULT3), dona de uma rede de 20 shopping centers, vai pagar R$ 120 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas na próxima segunda-feira (21), mostra comunicado divulgado ao mercado.
Segundo o documento, o valor bruto corresponde a R$ 0,24559842645 por ação, antes da retenção do Imposto de Renda na fonte para os investidores sujeitos à tributação, conforme a legislação aplicável.
A distribuição já havia sido aprovada pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada em 23 de setembro do ano passado.
Terão direito ao recebimento dos proventos os acionistas que estavam posicionados na empresa em 26 de setembro de 2025.
Segundo o comunicado, as ações da Multiplan passaram a ser negociadas na condição de “ex-juros” desde 29 de setembro daquele ano.
Grupo Toky (TOKY3): Justiça rejeita pedido de acionista para suspender assembleias e mudança no capital autorizado
O Grupo Toky (TOKY3), em recuperação judicial, informou nesta terça-feira (15) que a Justiça indeferiu integralmente um pedido de tutela cautelar pré-arbitral apresentado por um acionista pessoa física para suspender os efeitos de deliberações tomadas em assembleias da companhia.
Segundo o comunicado, a decisão judicial, disponibilizada em 11 de setembro de 2026, também rejeitou o pedido de suspensão dos efeitos da alteração do capital autorizado aprovada na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em 5 de agosto de 2026.
A companhia afirmou que a decisão não reconheceu qualquer irregularidade na contabilização dos votos do acionista na AGE de 17 de dezembro de 2025. De acordo com a Toky, a discussão sobre a validade desses votos e seus desdobramentos deverá ser levada ao tribunal arbitral.
O comunicado também diz que a Justiça reconheceu que o limite do capital autorizado aprovado em 17 de dezembro de 2025 nunca foi utilizado. Assim, eventual aprovação societária de emissão de ações dentro desse limite ocorrerá sob o novo capital autorizado aprovado em 5 de agosto de 2026.
Marisa (AMAR3) ganha novo prazo da B3 para reenquadrar ação acima de R$ 1,00
A Lojas Marisa (AMAR3) informou nesta terça-feira (15) que recebeu da B3 uma prorrogação excepcional de prazo para adotar medidas voltadas ao reenquadramento da cotação de suas ações ordinárias ao patamar mínimo de R$ 1,00 por papel.
Segundo fato relevante enviado ao mercado, a extensão foi concedida após pedido da companhia e vale até a data de realização da Assembleia Geral Ordinária de 2027, ou até 30 de abril de 2027, o que ocorrer primeiro.
A Marisa disse que o pedido se baseou, principalmente, na divulgação das informações trimestrais do segundo trimestre de 2026 em 14 de agosto, já perto do fim do prazo originalmente fixado pela bolsa, e na recente melhora do preço das ações.
A empresa destacou que AMAR3 passou de R$ 0,46 em 17 de agosto para R$ 0,90 em 9 de setembro. Também afirmou que seria conveniente aguardar um período adicional para que essas informações e outros fatos públicos recentes fossem refletidos na formação de preço do papel antes de uma eventual medida societária.
Superintendência-Geral do Cade recomenda aprovação de compra da Avibras pelos irmãos Batista
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) recomendou a aprovação, sem restrições, da compra das ações representativas do capital social da Avibras Aeroco pela Globe Investimentos S.A., veículo de investimentos pessoais dos empresários Joesley e Wesley Batista – donos da J&F.
O despacho do superintendente-geral interino, Felipe Roquete, assinado nesta segunda-feira (14), concluiu que a operação não acarreta prejuízos ao ambiente concorrencial.
“Diante do informado nos autos, tem-se que a operação configura, eminentemente, uma substituição de agente econômico, não demandando, deste modo, uma análise mais aprofundada dos mercados envolvido”, diz o despacho.
A decisão da SG ainda não é definitiva e pode “subir” ao tribunal administrativo do Cade para análise e eventual alteração. Isso poderá ocorrer mediante avocação de um conselheiro ou pela apresentação de recursos por terceiros.
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*Com informações do Estadão Conteúdo