Vendas no varejo do Brasil recuam 0,8% em julho, diz IBGE
As vendas varejistas no Brasil registraram queda maior do que a esperada em julho, indicando fraqueza no início do segundo semestre com o pior desempenho em três meses.
Em julho, as vendas no varejo tiveram queda de 0,8% ante o mês anterior, registrando ainda alta de 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vieram mais fracos do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de recuo de 0,2% na comparação mensal e de alta de 2,15% na base anual.
A retração mensal no volume de vendas em julho foi apenas a segunda neste ano, depois de queda de 1,1% em abril.
No segundo trimestre, de acordo com dados do PIB divulgados no início do mês, o consumo das famílias registrou a primeira retração em três trimestres, de 0,4%.
O setor varejista no Brasil vem se beneficiando da força no mercado de trabalho e de medidas de estímulo ao consumo, bem como do enfraquecimento da inflação, apesar da política monetária ainda restritiva, com a Selic a 14,0%. O Banco Central volta a decidir sobre a taxa básica de juros na quarta-feira, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual.
Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram retração frente a junho –Móveis e eletrodomésticos (-4,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).
Apresentaram resultados positivos Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%).
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 0,4% nas vendas em julho sobre o mês anterior.