Comprar ou vender?

Helbor (HBOR3) recua após 1T26 ‘fraco’, mas desconto das ações chama atenção dos bancos; é hora de comprar ou vender?

16 abr 2026, 12:00 - atualizado em 16 abr 2026, 12:00
Construção civil construtoras (Imagem: Drazen_/istockphoto)
Helbor (HBOR3) recua após 1T26 “fraco”, mas desconto das ações chama atenção dos bancos; é hora de comprar ou vender? (Imagem: Drazen_/istockphoto)

Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da Helbor (HBOR3), incorporadora focada no segmento de médio e alto padrão, operam em queda nesta quinta-feira (16) em reação à prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgada na véspera. Entre analistas, a leitura é de que os resultados vieram “fracos”.

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Por volta das 11h57 (horário de Brasília), os papéis da companhia recuavam cerca de 3,2% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 2,40. Acompanhe a movimentação em tempo real.



Base de comparação pesada

Entre janeiro e março deste ano, a Helbor lançou dois empreendimentos de média renda, que totalizaram um valor geral de vendas (VGV) líquido de R$ 469,7 milhões — dos quais 33% correspondem à participação da incorporadora —, uma queda de 4% sobre o primeiro trimestre de 2025.

Os projetos foram:

  1. Nova Vivere Caminhos da Lapa, em São Paulo, com VGV de R$ 387 milhões e 15% das unidades vendidas;
  2. Parque Clube Ipoema, em Mogi das Cruzes, com VGV de R$ 83 milhões e 38% comercializados.

Em sua prévia, a incorporadora explicou que o desempenho mais fraco do 1T26 reflete principalmente uma base de comparação mais exigente, já que o 1T25 contou com o lançamento do empreendimento Supreme Anália Franco (SP), que teve mais de 90% das unidades vendidas ainda naquele trimestre.

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VSO em desaceleração

Com isso, a receita bruta da companhia somou R$ 421,3 milhões no 1T26, um recuo anual de 32%, enquanto os cancelamentos (distratos) ficaram em R$ 122,6 milhões, diminuição de 14%.

A empresa destacou que 100% das unidades distratadas foram revendidas no próprio trimestre, com ganho médio de 7% sobre o preço original.

Consequentemente, as vendas líquidas totalizaram R$ 299 milhões, uma redução de 37% frente ao mesmo período do ano passado, enquanto a velocidade de comercialização total (VSO) ficou em 12,5%, contra 21,5% no 1T25 e 19,7% no 4T25.

Para o BTG Pactual, que classificou os resultados como “fracos”, a desaceleração do indicador reflete um ritmo mais lento de vendas tanto nos empreendimentos lançados quanto na queima de estoques.

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“Apesar disso, mantemos nossa recomendação de compra para as ações, dado o seu valuation excessivamente descontado, de 0,3 vez o múltiplo P/VP, e o potencial de valorização significativo caso os resultados se normalizem”, disse o banco, em relatório.

“Também acreditamos que a Helbor poderia reduzir o seu endividamento vendendo mais estoques e bancos de terrenos”, acrescentou.

O preço-alvo da casa para os papéis HBOR3 é de R$ 4,10, o que implica um potencial de alta de aproximadamente 68% frente à cotação atual.

O 1T26 da Helbor, segundo o Itaú BBA

Na mesma linha do BTG, o Itaú BBA avaliou que os números vieram “abaixo do esperado”, com lançamentos 36% inferiores às estimativas e vendas líquidas 40% menores.

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De acordo com o banco, os dois projetos lançados pela incorporadora (tanto o de São Paulo como o de Mogi das Cruzes) encerraram março indicando um início mais lento de comercialização.

Apesar disso, a casa reconheceu que a base de comparação foi, de fato, desafiadora devido a um forte 1T25, que incluiu um empreendimento lançado em parceria com a Cury (CURY3) que atingiu 90% das vendas no próprio trimestre.

“Embora a ação seja negociada com um desconto de 0,4 vez o múltiplo P/VP, preferimos permanecer à margem, dado o ainda fraco desempenho operacional e de lucros”, afirmou o Itaú BBA, que segue com recomendação market perform (equivalente à neutra) para HBOR3.

O 1T26 da Helbor, segundo o BBI

Em linha com as outras instituições, o Bradesco BBI também classificou os dados como “fracos”, destacando a queda de cerca de 7 pontos percentuais na VSO.

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Para o banco, o curto prazo segue desafiador para a Helbor, diante do nível elevado de alavancagem — com dívida líquida equivalente a 58% do patrimônio líquido ao fim do 4T25 — e de um ambiente ainda incerto para o segmento de média e alta renda.

Por outro lado, a casa diz reconhecer os esforços da companhia para melhorar a estrutura de capital, especialmente com a venda de terrenos, o que pode contribuir para reduzir o endividamento e destravar valor ao longo do tempo.

“Nesse contexto, mantemos recomendação neutra para HBOR3, que negocia a um múltiplo atrativo de aproximadamente 0,2 vez o valor patrimonial (P/VP).”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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