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Ibovespa renova recorde e mira os 199 mil pontos à espera de acordo no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (14)

14 abr 2026, 10:13 - atualizado em 14 abr 2026, 10:33
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) acompanha a melhora de apetite a risco no exterior com expectativa de retomada das negociações para um acordo de paz entre EUA e Irã e inicia o pregão desta terça-feira (14) em recorde.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,31%, aos 197.611,14 pontos, em nova máxima nominal intradia.



O dólar à vista opera em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 4,9808 (-0,32%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha recuo de 0,37%, aos 97.994 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (14)

1 – Setor de serviços

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,1% em fevereiro em relação a janeiro, resultado que ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,5%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve ganho de 0,5%, contra expectativa de crescimento de 1,7%.

“Para os próximos meses, esperamos que o impacto da alta dos combustíveis, reduzindo a renda real das famílias, e o estoque do aperto monetário continuem atuando para desacelerar o setor e esperamos um crescimento de 2% dos serviços em 2026”, disse André Valério, economista sênior do Inter.

2 – Inflação ao produtor nos EUA

Os preços ao produtor dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em março, uma vez que o custo dos serviços permaneceu inalterado, mas a alta dos preços da energia devido à guerra com o Irã está alimentando as pressões inflacionárias.

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O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) para a demanda final subiu 0,5% no mês passado, depois de um avanço revisado para baixo de 0,5% em fevereiro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalhos do Departamento do Trabalho nesta terça-feira.

Os economistas consultados pela Reuters previam aceleração para 1,1%, depois de alta de 0,7% relatada anteriormente em fevereiro.

No período de 12 meses até março, a inflação ao produtor foi de 4,0%, depois de 3,4% em fevereiro.

3 – Expectativas renovadas

Segundo informações da Reuters, os Estados Unidos e o Irã podem retomar as negociações para um acordo definitivo de cessar-fogo nos próximos dias, com a probabilidade de finalização das conversas ainda nesta semana.

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Um diplomata baseado no Oriente Médio disse que as conversas entre os mediadores e os norte-americanos continuaram desde que Vance deixou Islamabad, enquanto a fonte envolvida nas negociações disse que o Paquistão ainda estava passando mensagens entre Teerã e Washington.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã havia “ligado esta manhã” e que “eles gostariam de fechar um acordo”.

“Quero dizer a vocês que ainda há um esforço total para resolver as questões”, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também nesta segunda-feira.

4 – Petróleo volta a cair

Com a expectativa de retomada nas negociações entre EUA e Irã, os preços do petróleo voltaram a cair, retornando ao nível abaixo de US$ 100 o barril.

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Nesta manhã, por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho tinham queda de 1,57%, a US$ 97,78 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio registraram baixa de 3,23%, a US$ 95,91 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Início da temporada de balanços do 1T26

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) começou nos Estados Unidos e os bancos assumem, como tradicionalmente, a dianteira dos resultados.

Nesta terça-feira, o JP Morgan reportou um aumento de 13% no lucro do 1T26, superando as expectativas no mercado.

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O desempenho foi ‘ajudado’ pela volatilidade dos mercados, que elevou a receita de trading a um recorde, e pela performance da divisão de banco de investimento, mesmo com o presidente-executivo, Jamie Dimon, alertando para os crescentes riscos econômicos globais.

A receita de mercado do JPMorgan aumentou 20%, para US$ 11,6 bilhões entre janeiro e março deste ano, e foi um fator-chave para os resultados do banco, assim como no rival de Wall Street, Goldman Sachs, que superou as expectativas para os resultados trimestrais na segunda-feira.

O JPMorgan reportou um lucro de US$ 5,94 por ação nos três meses encerrados em 31 de março. Analistas, em média, esperavam um lucro de US$ 5,45 por ação, segundo estimativas compiladas pela LSEG.

A receita líquida subiu 10%, para US$ 50,5 bilhões, superando com folga as expectativas de Wall Street, que eram de US$ 49,2 bilhões.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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