Oncoclínicas (ONCO3), Cyrela (CYRE3), Petrobras (PETR4) e outros destaques desta terça-feira (14)
O fim das negociações entre Oncoclínicas (ONCO3), Porto Seguro (PSSA3) e Fleury (FLRY3), a prévia operacional da Cyrela (CYRE3), e os investimentos em fertilizantes no Mato Grosso do Sul e óleo e gás no Nordeste pela Petrobras (PETR3), são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (14).
Confira os destaques corporativos de hoje
Depois do Fleury, Porto Seguro desiste da Oncoclínicas e propostas para a pressão financeira diminuem
A Porto Seguro (PSSA3) anunciou ao mercado, na manhã desta terça-feira (14), o encerramento das negociações com a Oncoclínicas (ONCO3) para uma potencial operação que criaria uma nova empresa e traria algum fôlego financeiro para a rede de oncologia.
O movimento acompanha a desistência do Fleury (FLRY3), que havia se juntando à Porto nas negociaçoes.
A operação previa que a Oncoclínicas aportaria os ativos e operações que detém relacionadas às clínicas oncológicas, bem como endividamentos e passivos da Oncoclínicas no valor total de, no máximo, R$ 2,5 bilhões.
O Fleury e a Porto investiriam, em conjunto, R$ 500 milhões na NewCo por meio de uma holding, da qual seriam os únicos acionistas e por meio da qual passariam a deter o controle da empresa.
De acordo com o fato relevante da Porto, a Oncoclínicas fica agora liberada da exclusividade de negociação prevista no termo não vinculante entre elas.
Cyrela (CYRE3) lança menos no 1º trimestre, mas vendas crescem
A Cyrela (CYRE3) lançou R$ 1,747 bilhão em empreendimentos no primeiro trimestre de 2026, considerando o critério ex-permuta e participação da companhia (%CBR), um recuo de 48% na comparação anual e de 47% ante o quarto trimestre de 2025.
Porém, as vendas contratadas ex-permuta somaram R$ 2,164 bilhões, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, ainda que com queda de 9% na base trimestral.
Na leitura dos dados, o trimestre traz um sinal misto. “Os lançamentos vieram mais fracos, mas as vendas seguem resilientes mesmo em um ambiente de juros ainda elevados”, avaliam analistas.
No dado total, a companhia lançou 12 empreendimentos, com volume geral de R$ 2,428 bilhões, queda de 50% em um ano e de 46% frente ao 4T25. As vendas líquidas contratadas, por sua vez, ficaram em R$ 2,942 bilhões, 3% abaixo do 1T25 e 12% menores na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Petrobras (PETR4) aprova investimentos em fertilizantes no Mato Grosso do Sul e óleo e gás no Nordeste
A Petrobras (PETR3) anunciou na segunda-feira (13) que seu conselho de administração aprovou investimentos de R$ 61 bilhões para obra em unidade de fertilizantes e expansão da produção de óleo e gás.
Segundo comunicado ao mercado, a empresa vai retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com investimento estimado para a conclusão de cerca de US$ 1 bilhão. O início das operações comerciais está previsto para 2029.
A decisão acontece após pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a estatal retomasse a produção de fertilizantes, além de ocorrer em um momento em que o país busca reduzir os riscos de abastecimento em meio à guerra no Oriente Médio, que ameaça as entregas de uma importante fonte de importação de fertilizantes.
Petrobras (PETR4) mantém negociações diretas com Mubadala para recomprar refinaria na Bahia, dizem fontes
A Petrobras (PETR3;PETR4) mantém negociações iniciais diretas com representantes do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, para recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters na segunda-feira (13).
As conversas acontecem após uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou em 20 de março que a estatal recompraria a refinaria vendida durante o governo Jair Bolsonaro. Cinco dias depois da declaração de Lula, a estatal disse que analisaria a eventual aquisição.
A recompra de Mataripe, segunda refinaria do país em capacidade, era uma ideia inicial do governo Lula, que acabou não avançando.
Mas a disparada do petróleo com a guerra no Irã tornou mais evidente a necessidade de ampliar a capacidade doméstica de refino. O país importa cerca de 25% de seu consumo de diesel, o combustível mais consumido no Brasil.
Riachuelo (RIAA3) atualiza valor por ação dos juros sobre o capital próprio (JCP)
A Riachuelo (RIAA3) informou ao mercado uma atualização no valor por ação dos R$ 50 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) que distribuirá aos seus acionistas, devido ao aumento de capital aprovado pelo seu conselho de administração do início deste mês.
O montante passa de R$ 0,09968325745 por ação ordinária para R$ 0,09964280525.
Terão direito ao recebimento dos JCP os acionistas com posição acionária em 6 de abril de 2026. Dessa maneira, desde o dia 7 de abril de 2026 as negociações ocorrem “ex-JCP”, não sendo mais possível garantir uma fatia do provento.
Segundo a companhia, os valores serão distribuídos sem atualização monetária e estarão sujeitos à incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme a legislação vigente.
Oi (OIBR3): Justiça mantém recuperação judicial e amplia suspensão de dívidas por mais 60 dias
A Justiça do Rio de Janeiro manteve nesta segunda-feira (13) a recuperação judicial da Oi (OIBR3) e prorrogou por mais 60 dias a suspensão do pagamento de obrigações extraconcursais, em uma tentativa de preservar o caixa da companhia e evitar colapso na prestação de serviços essenciais.
A decisão é da desembargadora Mônica Maria Costa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), no âmbito de um agravo apresentado pelo Banco Bradesco, credor relevante do grupo.
Na prática, a medida estende o fôlego financeiro da operadora em meio à reestruturação, permitindo a continuidade do plano de recuperação judicial e a execução de medidas para geração de caixa.
Segundo a magistrada, a suspensão temporária das cobranças é “necessária para preservar o caixa da companhia” e garantir a continuidade dos serviços de telecomunicações, considerados essenciais.
Even (EVEN3) vende R$ 288 milhões no 1T26 e reduz distratos
A construtora Even (EVEN3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com R$ 288 milhões em vendas líquidas, sendo R$ 252 milhões atribuídos à sua participação, o que representa um leve avanço de 2,4% na comparação anual.
Sem lançamentos no período, todo o volume comercializado teve sua origem do estoque, segundo prévia operacional divulgada ao mercado.
A velocidade de vendas, medida pelo índice de venda sobre oferta (VSO), ficou em 7% no trimestre, abaixo dos 9% registrados no mesmo intervalo de 2025.
Já os distratos somaram R$ 48 milhões entre janeiro e março, dos quais R$ 43 milhões correspondem à fatia da incorporadora — uma queda de 36% frente aos R$ 68 milhões reportados um ano antes.
BrasilAgro (AGRO3) rescinde venda de fazenda na Bahia após inadimplência de comprador em RJ
A BrasilAgro (AGRO3) informou na segunda-feira (13) que celebrou um acordo para rescindir o contrato de venda de parte da Fazenda Rio do Meio, localizada em Correntina (BA), após inadimplência do comprador, que está em recuperação judicial.
Segundo a companhia, a rescisão foi feita de forma consensual e sem litígio, embora ainda dependa do cumprimento de condições precedentes para sua implementação.
O contrato original, firmado em setembro de 2021, previa a venda de 4.559 hectares — sendo 3.212 hectares úteis — por um valor equivalente a 746.579 sacas de soja.
Parte da área já havia sido transferida ao comprador: cerca de 365,75 hectares úteis foram pagos e escriturados, enquanto outros 627,87 hectares ainda poderão ser transferidos, dependendo das condições estabelecidas no acordo.
Com a rescisão, a BrasilAgro espera reduzir os recebíveis anteriormente reconhecidos, cujo valor presente era de R$ 47,1 milhões em 31 de dezembro de 2025.
Ao mesmo tempo, a companhia deverá reincorporar ao portfólio cerca de 2.218,5 hectares úteis, que voltarão a ser classificados como propriedade para investimento.
*Com informações da Reuters