Mercados

Ibovespa interrompe sequência de recordes e fecha aos 197 mil pontos com Oriente Médio no radar; dólar cai a R$ 4,99

15 abr 2026, 17:22 - atualizado em 15 abr 2026, 17:49
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Depois de cinco pregões de recordes seguidos e 11 dias de ganhos consecutivos, o Ibovespa (IBOV) encerrou em queda – a primeira em abril – em sessão marcada por volatilidade e vencimento de opções.

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Nesta quarta-feira (15), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,46%, aos 197.737,61 pontos

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,9922, com recuo de 0,03%.

Por aqui, os investidores reagiram a novos dados e pesquisas eleitorais.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) saltou 2,94% em abril, acima do esperado, após queda de 0,24% em março, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O avanço da inflação em abril foi decorrente de reflexos diretos e indiretos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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Já o setor varejista do Brasil seguiu em expansão em fevereiro e renovou o recorde de volume de vendas da série histórica iniciada em 2000.

As vendas tiveram alta de 0,6% na comparação com o mês anterior, acelerando em relação a avanço de 0,4% em janeiro, mas o resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 1,0%..

Além disso, o Tesouro Nacional anunciou a oferta de títulos denominados em euros, acrescentando que se trata de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década de ausência de emissões nesse segmento.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro captou 5 bilhões, ressaltando que a operação teve demanda maior do que o previsto.

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Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de realização de ganhos, as ações da MBRF (MBRF3) lideraram a ponta negativa com queda de 10,38% (R$ 19,60), no pior dia desde a estreia na bolsa.

Os papéis reagiram à venda de 70 milhões de ações pelo fundo Salic. O fundo árabe ainda mantém uma participação de 11% na companhia, e parte dos recursos obtidos com a venda será destinada ao pagamento da aquisição da Olam Agri, empresa sediada em Singapura.

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a Salic e avançar nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4) também puxou o desempenho do Ibovespa para o negativo. PETR4 caiu 2,07%, a R$ 46,89, figurando a ação mais negociada da B3 com 89,3 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,744 bilhões. PETR3, papel ordinário da estatal, teve perda de 1,94%, a R$ 51,50.

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Já a ponta positiva foi liderada por Iguatemi (IGTI11) com avanço de 3,10% (R$ 30,24). As ações da Porto (PSSA3), porém, se destacaram entre as ações com melhor desempenho do pregão, com alta de 2,71% (R$ 53,78), beneficiadas por rotação intrassetorial. Mais cedo, o Itaú BBA rebaixou a recomendação de BB Seguridade (BBSE3) para venda e da Caixa Seguridade (CXSE3) para neutra.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram sem direção única na expectativa de uma segunda rodada de negociações entre EUA e Irã.

No final da tarde, os EUA emitiram novas sanções relacionadas ao Irã e ao contraterrorismo, atingindo três pessoas, 17 entidades e nove embarcações, de acordo com um aviso publicado no site do Departamento do Tesouro norte-americano.

Confira o fechamento dos índices:

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  • Dow Jones: -0,15%, aos 48.463,72 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.022,95 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,60%, aos 24.016,01 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na Europa, os principais índices também encerraram majoritariamente em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,43%, aos 617,27 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em tom positivo. O índice Nikkei, do Japão, teve alta de 0,44%, aos 58.134,24 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,29%, aos 25.947,32 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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