Dólar avança a R$ 5,15 com Treasuries e cenário político no radar
O dólar à vista fechou em alta ante o real de olho no avanço dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e também no cenário doméstico, com o julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e a divulgação de nova pesquisa eleitoral.
Nesta terça-feira (15), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1551, em alta de 0,14%.
O movimento local acompanhou o dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,24% aos 99,633 pontos.
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O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio acompanhou os desdobramentos do julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal sobre o seu envolvimento no caso Master. Dois ministros, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques, afirmaram que não poderiam participar da decisão sobre Moraes.
A sessão pode resultar na investigação de Moraes e suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Além disso, foi divulgada a pesquisa CNT/MDA, indicando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,3% das intenções e votos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 40% em um eventual segundo turno.
No exterior, os investidores acompanharam a alta do Treasury de 10 anos, que bateu a máxima desde 2007, a 5.041%. A despeito da percepção do mercado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que as recompras de títulos de dívida de longo prazo foram bem-sucedidas.
“Há um cenário alternativo sobre o que teria acontecido — e, então, realizamos os dois leilões de títulos do Tesouro mais bem-sucedidos que tivemos nos últimos 20 anos”, disse Bessent em uma audiência no Congresso.
Já no Oriente Médio, a suspensão das operações de oleoduto e do carregamento de petróleo no porto de Yanbu, às margens do Mar Vermelho, pela Arábia Saudita pressionou em uma nova rodada de alta os preços da commodity.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,90%, a US$ 108,75 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Amanhã, o mercado acompanha as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. Por lá, a expectativa é de alta de 25 pontos-base, enquanto, por aqui, o cenário é de corte da mesma magnitude.
*Com informações de Reuters