Ibovespa destoa de recordes em NY e cai aos 195 mil pontos com pressão de Petrobras (PETR4); dólar recua a R$ 4,98
O Ibovespa (IBOV) seguiu na contramão do exterior e ignorou a melhora de sentimento dos investidores com a desescalada das tensões no Oriente Médio. O índice foi pressionado pela derrocada dos preços do petróleo com o barril do Brent aos US$ 90.
Nesta sexta-feira (17), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,55%, aos 195.733,51 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou baixa de 0,81%
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,9833, com baixa de 0,19%. No acumulado dos últimos cinco pregões, a queda foi de 0,56% ante o real.
Por aqui, os investidores acompanharam novas declarações de autoridades. Entre eles, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a investigação aberta pelos Estados Unidos para analisar práticas comerciais do Brasil com base na Seção 301 da lei comercial norte-americana, “não pode servir como um mero teatro” para validar a imposição de tarifas.
Em entrevista à imprensa em Washington, onde participa das “reuniões de primavera” do FMI-Banco Mundial, Durigan disse esperar que todos os pontos levantados pelo governo do país norte-americano e respondidos pelo Brasil sejam devidamente considerados.
Altas e quedas do Ibovespa
A fraqueza do Ibovespa foi puxada pelas ações da Petrobras Petrobras (PETR3; PETR4), que lideraram a ponta negativa do índice, pressionados pelo tombo do petróleo Brent.
PETR3 caiu 5,31%, a R$ 50,81, figurando como a terceira ação com pior diário desempenho do índice. Já PETR4 recuou 4,86%, a R$ 46,22, sendo o papel mais negociado da B3 com 115,8 mil negócios e giro financeiro de R$ 4,04 bilhões.
Com a forte queda, a estatal perdeu R$ 34,06 bilhões em valor de mercado.
A ponta negativa, porém, foi encabeçada por Brava Energia (BRAV3) com queda de 6,28%,a R$ 19,55.
Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Vamos (VAMO3), com alta de 6,27% (R$ 4,41) e Direcional (DIRR3), que teve ganho de 4,48% (R$ 14,91).
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Exterior
Os índices de Wall Street engataram o terceiro dia de recordes nominais com a desescalada nas tensões geopolíticas.
Em destaque, Nasdaq registrou a maior sequência de ganhos desde 1992.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,79%, aos 49.447,43 pontos;
- S&P 500: +1,20%, aos 7.126,06 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +1,52%, aos 24.468,48 pontos – no maior nível nominal histórico.
Na semana, o Dow Jones subiu 3%, enquanto o S&P 500 avançou 4% e o Nasdaq teve alta de 6%.
Na Europa, os principais índices fecharam em forte alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com avanço de 1,56%, aos 626,58 pontos.
Na Ásia, os índices encerraram as negociações majoritariamente em tom negativo. O índice Nikkei, do Japão, teve queda de 1,75%, aos 58.475,90 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,89%, aos 26.160,33 pontos.